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2026-10-03 20:00 por Rafaela Maia
A curta-metragem portuguesa “Era Uma Vez no Apocalipse”, protagonizada por Sérgio Godinho, está prestes a ganhar nova projeção internacional: em outubro, o filme passa pelos Estados Unidos da América, com exibição na New York Comic Con e uma campanha que tenta colocá-lo na corrida aos Óscares de 2027.
Realizada por Tiago Pimentel, a produção tem 21 minutos e imagina um futuro marcado pelas consequências de uma guerra nuclear. Num Portugal submetido a um regime totalitário, Ernesto, personagem interpretada por Sérgio Godinho, recebe em casa a visita de um temido funcionário do governo. A existência de um segredo transforma o encontro num tenso jogo entre os personagens. Paulo Calatré e Mariana Pacheco completam o elenco principal.
A passagem pelos Estados Unidos da América começa em 8 de outubro, quando o filme entra em competição no Flickers’ Vortex Sci-Fi, Fantasy and Horror Film Festival, em Rhode Island. Já no dia 9, “Era Uma Vez no Apocalipse” será uma das produções apresentadas no primeiro Indie Film Showcase da New York Comic Con, evento que segue até 11 de outubro.
A produção já tem histórico positivo no circuito norte-americano. Em 2025, conquistou o prêmio de Melhor Curta-Metragem no Gen Con Film Festival, em Indianápolis. Antes disso, a obra também passou por festivais portugueses como MOTELX, Fantasporto e Shortcutz Lisboa.
A ambição agora é maior. A equipe trabalha para aumentar a visibilidade do filme entre os integrantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e tentar chegar à disputa pelo Óscar de 2027.
O diretor Tiago Pimentel afirmou que o curta é elegível, mas ressaltou a dificuldade de uma produção independente e de orçamento reduzido competir durante a temporada de premiações, quando grandes campanhas de divulgação costumam ter papel importante para fazer os filmes chegarem aos votantes.
Depois da Comic Con, há mais uma etapa estratégica: “Era Uma Vez no Apocalipse” será exibido em 15 de outubro no Gardena Cinema, em Los Angeles, justamente dentro desse esforço para apresentar a produção a membros da Academia.
O projeto conta ainda com um nome familiar ao Oscar nos bastidores. O luso-canadiano Luís Sequeira, responsável pelo guarda-roupa da produção, já recebeu duas indicações da Academia por trabalhos em filmes de Guillermo del Toro, incluindo “A Forma da Água” e “Beco das Almas Perdidas”.
Porém, é importante fazer a distinção: o filme ainda não está indicado ao Oscar. A campanha busca levá-lo primeiro à shortlist da categoria de curta-metragem. Segundo o calendário divulgado, essa lista será conhecida em 15 de dezembro, enquanto as indicações aos Óscares de 2027 serão anunciadas em 21 de janeiro.
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Palavras-chave: curta-metragem, curta-metragem portuguesa, cinema, Sérgio Godinho, Tiago Pimentel, Paulo Calatré, Mariana Pacheco Luís Sequeira, Óscares 2027, Rhode Island, Indianápolis, Porto, Lisboa
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