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2026-09-28 13:08 por Vasco Gonçalves
Os eleitores suíços foram chamados às urnas, este domingo, 27 de setembro, para votar uma proposta do Partido Popular Suíço SVP. A proposta tinha como objetivo reforçar a neutralidade suíça, o partido argumenta que o país se tem aproximado demasiado da NATO, desde 2022 após a invasão russa à Ucrânia.
Os eleitores suíços rejeitaram por larga maioria a proposta do SPV com 70,2% de votos contra e 29,8% a favor. A proposta pretendia inscrever na Constituição suíça uma neutralidade reforçada, que excluísse qualquer aliança com uma organização militar ou a adoção de sanções económicas contra outros países, exceto as decididas pela ONU.
Ignazio Cassis, ministro dos negócios estrangeiros, afirmou, em conferência de imprensa, no domingo, em Berna, quando foram anunciados os resultados que “este resultado não é um voto contra a neutralidade. A Suíça era neutra ontem, é neutra hoje e continuará a ser neutro”.
“É absolutamente claro que a neutralidade faz parte da identidade suíça”, disse Lukas Reimann, deputado do SVP.
A neutralidade suíça foi inscrita na Constituição em 1848, mas é uma história com vários séculos. A neutralidade tem feito parte do debate político daquele país alpino, principalmente desde do início das hostilidades russas na Ucrânia, pois Berna acompanhou a UE na imposição de sanções à Federação russa.
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Palavras-chave: SVP - Partido Popular Suíço, Berna, neutralidade suíça, eleitores suíços, Ignazio Cassis, Lukas Reimann
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