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2026-09-23 21:30 por Viviane Oliveira António
O Índice de Preços da Habitação (IPHab) registou uma taxa de variação homóloga de 16,5% no segundo trimestre de 2026, entre abril e junho, menos 1,3 pontos percentuais do que no trimestre anterior. Trata-se do valor mais baixo desde o início de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) a 22 de setembro.
As habitações existentes registaram uma subida de 18,0%, superior à das habitações novas, que foi de 12,3%. A taxa de variação média anual do IPHab fixou-se em 17,7% no segundo trimestre, menos 0,2 pontos percentuais que no trimestre anterior.
O número de casas vendidas caiu 6,4% face ao mesmo trimestre do ano anterior, para 40.142 transações, enquanto o valor global negociado subiu 4,2%, para 10,7 mil milhões de euros. As compras por famílias representaram 34.935 unidades (87,0% do total), num valor de 9,3 mil milhões de euros (86,6% do total). Os compradores com residência fiscal fora do território nacional adquiriram 1.890 habitações (4,7% do total), uma redução homóloga de 10,3%.
As regiões onde os valores mais crescem são a Grande Lisboa, a Península de Setúbal e o Algarve. "Estamos perante um abrandamento da intensidade do crescimento, mas não perante uma inversão da tendência", afirmou Manuel Maria Gonçalves, CEO da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII).
"Os preços estão a subir a um ritmo mais lento, mas isso não significa que comprar casa tenha ficado mais fácil. Uma subida de 16,5% continua a revelar um mercado sob forte pressão", alertou Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal.
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Palavras-chave: preços das casas, habitação, INE - Instituto Nacional de Estatística, Grande Lisboa, Setúbal, Algarve
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