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2026-09-21 11:57 por Liny Silva
Almada apresentou este sábado, 19 de setembro, a candidatura a Capital Portuguesa da Cultura 2028, apostando na diversidade cultural, na ligação entre comunidades e no reforço do trabalho em rede entre associações, instituições e agentes culturais do concelho.
Sob o mote “Confluência com Todas as Margens”, a candidatura foi apresentada no Salão de Festas da Incrível Almadense e tem como lema “Todos, em Todos os Lugares, em Todos os Tempos”.
A proposta pretende aproximar estruturas culturais que, apesar da forte tradição associativa e da diversidade de iniciativas existentes no concelho, mantêm ainda pouca articulação entre si.
“No fundo, a nossa candidatura é toda virada para isso, fazer o movimento associativo entrecruzar-se”, afirmou a presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros.
A candidatura prevê novas parcerias e a recuperação de instituições e espaços culturais, procurando também distribuir iniciativas por diferentes zonas do concelho, incluindo Monte de Caparica, Trafaria, Costa da Caparica e Pragal.
A autarquia quer que o principal legado do projeto ultrapasse 2028, através do reforço das ligações entre associações, espaços e agentes culturais e da criação de redes de colaboração duradouras.
A estratégia procura ainda responder às transformações demográficas e sociais de Almada, que passou de cerca de 70 mil para 200 mil habitantes nas últimas décadas.
Além de Almada, já manifestaram intenção de concorrer à Capital Portuguesa da Cultura 2028 Loulé, Guarda, Leiria, Óbidos, Setúbal e Amarante.
A iniciativa foi recuperada em 2022, tendo a primeira edição sido realizada em Aveiro, em 2024, seguindo-se Braga, em 2025, e Ponta Delgada, em 2026.
O concurso é organizado e gerido pelo Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais (GEPAC). Podem candidatar-se os municípios portugueses, com exceção daqueles que tenham sido Capital Portuguesa ou Europeia da Cultura nos dez anos anteriores.
As candidaturas são avaliadas por um júri independente composto por quatro elementos: Guilherme d’Oliveira Martins, que preside, Sara Barriga Brighenti, Álvaro Covões e Carla Barros.
A avaliação considera, com igual ponderação, cinco critérios: contributo para a estratégia cultural de longo prazo do município; qualidade, coerência e inovação do programa cultural e artístico; capacidade de execução e sustentabilidade financeira; potencial de legado cultural, social e económico; e modelo de governação.
A cidade vencedora terá uma dotação financeira de um milhão de euros, assegurada em partes iguais pelas áreas governativas da Cultura e do Turismo.
Durante a apresentação foram ainda divulgados os embaixadores da candidatura de Almada, entre os quais o antigo secretário de Estado da Cultura António Gomes de Pinho, a atriz Fernanda Serrano e os músicos almadenses Carlão e António Manuel Pinto.
Integram também a lista Ana Vilaça, Nuno Saraiva, Luísa Costa Gomes, Romeu Runa, Rodrigo Francisco, Filipe Pinto Ribeiro e Fernanda Fragateiro.
A candidatura de Almada pretende, assim, associar o título de Capital Portuguesa da Cultura à criação de uma rede cultural permanente no concelho, para além do programa previsto para 2028.
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Palavras-chave: Monte de Caparica, Trafaria, Costa da Caparica, Pragal, Almada, Cultura, Inês de Medeiros, Loulé, Guarda, Leiria, Óbidos, Setúbal, Amarante, António Gomes de Pinho, Fernanda Serrano, Carlão, António Manuel Pinto, Almadense
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