SADs no futebol português, 30 anos entre a promessa e o fracasso - Antena Web Notícias


2026-08-30 14:33 por Ringo Nogueira

As sociedades desportivas começaram a entrar no futebol português há quase três décadas. Em 1997, o Governo aprovou o Decreto-Lei n.º 67/97, que criou o primeiro regime jurídico específico para as sociedades desportivas. A mudança acompanhava uma realidade que já se sentia nos clubes: o futebol profissional tinha-se tornado uma atividade económica de maior dimensão, com contratos de jogadores, direitos televisivos, publicidade e transferências a movimentarem valores cada vez mais elevados.

A ideia era relativamente simples. O clube continuaria a existir como associação, mantendo os seus sócios, património e identidade, enquanto a atividade profissional passaria a ser gerida por uma sociedade anónima. Essa sociedade teria capital próprio, acionistas, administração e contabilidade autónoma. A entrada de investidores privados passava também a ser possível dentro de um enquadramento empresarial.

O modelo não significava que um clube deixasse automaticamente de ser uma associação. Significava que o futebol profissional passava a estar concentrado numa entidade diferente, sujeita às regras das sociedades comerciais e às exigências específicas das competições profissionais.

Nos anos seguintes, a solução espalhou-se pelos principais clubes portugueses. Benfica, FC Porto e Sporting constituíram as suas SADs, mas o modelo foi igualmente adotado por clubes de dimensão média e pequena. Para estes, a possibilidade de encontrar capital privado podia ser particularmente importante: sem receitas comparáveis às dos grandes clubes, o investimento de acionistas poderia permitir construir plantéis mais competitivos e financiar infraestruturas.

O futebol português tinha ainda uma vantagem para quem procurava investir: a formação de jogadores. A produção de jovens futebolistas e a sua posterior venda para clubes estrangeiros transformaram-se numa das principais fontes de receita de várias sociedades. Mas esse modelo tinha uma condição: os custos tinham de permanecer controlados e as receitas das transferências tinham de compensar o investimento realizado.

Quando isso não acontecia, as consequências podiam ser rápidas.

A União de Leiria é um dos casos que melhor permite perceber essa evolução. Durante os anos 1990 e 2000, o clube deixou de ser apenas uma equipa de dimensão regional e tornou-se presença regular na I Liga. Chegou também às competições europeias e, na temporada 2002/03, atingiu a final da Taça de Portugal.

A decisão foi disputada em 15 de junho de 2003, no Estádio Nacional, no Jamor, frente ao FC Porto. A equipa orientada por Manuel Cajuda perdeu por 1-0, com um golo de Derlei aos 63 minutos. O FC Porto conquistou nesse dia a sua 12.ª Taça de Portugal.

A presença na final era, na altura, um dos pontos mais altos da história da União de Leiria. O clube tinha conseguido colocar-se entre as equipas mais competitivas do país sem dispor dos recursos dos três grandes. O problema surgiu mais tarde, quando a estrutura financeira deixou de acompanhar as exigências da competição.

Na temporada 2011/12, os salários começaram a acumular atrasos. Vários jogadores rescindiram os contratos e o plantel foi ficando reduzido. A situação atingiu o limite em 29 de abril de 2012, quando a União de Leiria recebeu o Feirense para a I Liga com apenas oito jogadores disponíveis. Perdeu por 4-0.

O episódio ficou conhecido precisamente pela dimensão reduzida da equipa, mas não foi um acontecimento isolado. Era o resultado de uma crise financeira que já tinha provocado a saída de grande parte do plantel.

No final dessa época, a União de Leiria foi despromovida administrativamente. Ainda competiu na II Divisão na temporada 2012/13, terminando a prova no sétimo lugar da zona sul. A SAD acabou declarada insolvente em 2013. Os credores reclamavam 16,84 milhões de euros e, em junho desse ano, 93% dos votos presentes na assembleia de credores rejeitaram o plano de recuperação. A liquidação da sociedade tornou-se inevitável.

O clube, contudo, não terminou com a insolvência da SAD. A União de Leiria continuou a existir e voltou a constituir uma sociedade desportiva em 2015. O clube passou a deter 40% e a DS Investment, ligada ao investidor Alexander Tolstikov, os restantes 60%. Anos mais tarde, a estrutura voltaria a sofrer alterações. Em 2020, os associados aprovaram a entrada de um novo investidor e a saída da DS Investment.

A história de Leiria mostra uma característica importante das SADs: a sociedade responsável pelo futebol profissional pode desaparecer sem que desapareça o clube. A reconstrução, no entanto, pode levar anos e obrigar a começar muito abaixo do nível competitivo que a instituição conheceu anteriormente.

O Farense passou por um processo de queda e reconstrução diferente. O clube tinha sido despromovido da I Liga em 2001/02 e ficou afastado dos campeonatos profissionais durante uma década. Entre 2002 e 2013, passou pelos escalões inferiores, chegando mesmo a disputar a III Divisão Nacional na temporada 2011/12.

O regresso começou com duas subidas consecutivas. Na época 2012/13, o Farense venceu a Zona Sul da II Divisão e garantiu a promoção à II Liga. A subida foi confirmada em abril de 2013, precisamente depois de uma vitória por 2-1 sobre a União de Leiria, na última jornada. Cerca de 15 mil pessoas assistiram ao encontro. Tinham passado dez anos desde a última participação do clube nos campeonatos profissionais.

O regresso à II Liga obrigou o Farense a criar uma nova SAD. Os sócios aprovaram a constituição da sociedade em maio de 2013, permitindo ao clube participar na competição profissional na época seguinte.

O Farense terminou a temporada 2013/14 no décimo lugar da II Liga e permaneceu no futebol profissional durante as épocas seguintes. Em 2016 voltou ao Campeonato de Portugal, mas acabaria novamente por recuperar. Em 2020 regressou à I Liga, depois de a temporada 2019/20 da II Liga ter sido interrompida devido à pandemia. O Nacional e o Farense, primeiro e segundo classificados no momento da interrupção, foram promovidos.

A trajetória do clube algarvio é relevante porque demonstra que uma crise de uma SAD não determina necessariamente o desaparecimento do clube nem impede uma reconstrução posterior. O Farense precisou de mais de uma década para voltar ao futebol profissional e de sete anos adicionais para regressar à I Liga.

Em Aveiro, a história teve um desfecho mais complicado. O Beira-Mar tinha sido uma presença regular na I Liga e chegou a disputar competições europeias. Em 2011, o clube passou para as mãos do empresário iraniano Majid Pishyar. Nos anos seguintes, a situação financeira deteriorou-se e a equipa caiu progressivamente nos escalões.

A SAD do Beira-Mar foi declarada insolvente pelo Tribunal de Aveiro em novembro de 2015, depois de os credores rejeitarem o plano apresentado num segundo Processo Especial de Revitalização. Foram reconhecidos créditos superiores a 11 milhões de euros. Entre os principais credores estavam o próprio clube, com cerca de 3,1 milhões de euros, e a Autoridade Tributária e a Segurança Social, com cerca de 1,4 milhões.

Quatro anos depois, em 2019, o Tribunal de Aveiro qualificou a insolvência como culposa e responsabilizou antigos administradores pelos créditos que não tinham sido satisfeitos.

O caso do Beira-Mar mostra outra consequência possível: uma crise financeira pode continuar a produzir efeitos muito depois de uma equipa abandonar o futebol profissional. As dívidas e os processos judiciais podem prolongar-se durante anos.

O Desportivo das Aves teve uma trajetória particularmente contrastante. Em maio de 2018, o clube conquistou a Taça de Portugal pela primeira vez, derrotando o Sporting por 2-1 no Jamor. Foi o maior título da história do clube. Pouco mais de dois anos depois, o Aves estava despromovido da I Liga e com a SAD em situação financeira insustentável.

A SAD desistiu de participar no Campeonato de Portugal em setembro de 2020. Em abril de 2021, foi declarada insolvente pelo Tribunal Judicial da Comarca de Santo Tirso.

A insolvência teve uma consequência invulgar. A Taça de Portugal conquistada em 2018 estava penhorada no âmbito do processo e foi colocada em hasta pública em 2022. O troféu acabou vendido por 30 mil euros à Câmara Municipal de Santo Tirso, que posteriormente o entregou ao clube.

O episódio da Taça resume, de forma particularmente clara, a diferença entre sucesso desportivo e saúde financeira. O Aves tinha conquistado o maior troféu da sua história e, quatro anos depois, esse mesmo troféu estava a ser tratado como um ativo num processo de insolvência.

Outra história teve como centro não a insolvência, mas a relação entre o clube e os acionistas. No Belenenses, a SAD foi criada em 1999 e, em 2012, a Codecity Sports Management passou a deter a maioria do capital. A relação deteriorou-se progressivamente até à separação entre as duas entidades em 2018.

A partir daí, o clube e a SAD passaram a seguir caminhos diferentes. A sociedade continuou a competir no futebol profissional, enquanto o clube retomou a sua atividade futebolística de forma independente. A utilização do nome e dos símbolos tornou-se uma questão judicial e a separação acabou por criar duas estruturas com a mesma origem histórica.

O caso Belenenses introduziu no debate das SADs uma questão que não aparece nos balanços: quem controla o futebol pode não ser a mesma entidade que representa a comunidade de associados. A questão da propriedade deixa, nesse contexto, de ser apenas financeira e passa a envolver também identidade, símbolos e património histórico.

Enquanto alguns clubes enfrentavam problemas graves, outros conseguiram utilizar o modelo empresarial para crescer. O Sporting de Braga tornou-se o exemplo mais consistente entre os clubes de dimensão intermédia.

O Braga consolidou-se como presença regular nas competições europeias, chegou à final da Liga Europa em 2011, conquistou a Taça de Portugal em 2016 e 2021 e venceu várias edições da Taça da Liga. O crescimento foi acompanhado por investimento em formação, infraestruturas e recrutamento de jogadores.

A SAD também passou a movimentar valores muito superiores aos que existiam no final da década de 1990. No exercício de 2023/24 apresentou um resultado líquido positivo de 17,3 milhões de euros. Em 2024/25 passou para um prejuízo de 10,99 milhões. Os rendimentos globais caíram para 69,75 milhões de euros e o passivo subiu para 100,76 milhões, embora os capitais próprios permanecessem positivos em 69,02 milhões.

A oscilação não significa que uma SAD tenha passado automaticamente de um modelo sustentável para uma situação de insolvência. No futebol profissional, uma época com maior participação europeia, uma venda importante ou uma grande operação de investimento pode alterar significativamente as contas. O caso do Braga mostra precisamente como uma sociedade financeiramente consolidada continua sujeita a essas variações.

O Estoril Praia representa outro tipo de experiência. O clube conseguiu regressar e manter-se na I Liga em diferentes períodos, disputou a Liga Europa em 2013/14 e desenvolveu um modelo baseado, em parte, na valorização de jogadores. É uma estratégia particularmente relevante para clubes que não conseguem competir em orçamento com Benfica, FC Porto e Sporting.

A partir da década de 2010, começou também a crescer a presença de investidores estrangeiros. O Rio Ave tornou-se um dos exemplos mais conhecidos depois de Evangelos Marinakis, proprietário do Olympiacos e do Nottingham Forest, passar a controlar 80% da SAD através da RAH Sports Investments.

A entrada de investidores com participações noutros clubes europeus trouxe uma mudança ao mercado português. Um clube deixou de ser necessariamente um projeto isolado e passou a poder fazer parte de uma rede internacional de recrutamento, formação, transferências e investimento.

É nesse contexto que deve ser entendida a operação que acaba de acontecer no Estrela da Amadora.

A atual estrutura do Estrela surgiu em 2020, depois do colapso financeiro do antigo clube. Paulo Lopo assumiu o projeto quando este estava no Campeonato de Portugal. O investimento inicial foi de cerca de 72 mil euros.

A partir daí, o percurso desportivo foi rápido. O Estrela subiu à Liga 2 e, em 2023, chegou à I Liga. Na temporada 2025/26 terminou no 15.º lugar e garantiu a permanência no principal escalão.

Em agosto de 2026, seis anos depois da entrada de Lopo, foi concluída a venda de 90% da SAD por 40 milhões de euros. O negócio é considerado a maior venda de uma SAD no futebol português. O consórcio que assumiu o controlo é liderado pela ADvantage e pela LEAD, com o apoio do KI Group. Entre os investidores estão os antigos internacionais alemães Thomas Müller e Mats Hummels, o guarda-redes suíço Yann Sommer e o francês Lucas Hernández.

O clube manteve 10% da sociedade. Johannes Mösmang passou a presidir à SAD, enquanto Francisco Lopo permaneceu ligado à administração executiva. Mösmang tinha passado mais de uma década ligado ao Bayern de Munique, incluindo funções relacionadas com a gestão de jogadores profissionais.

A operação encerrou a passagem de Paulo Lopo pela presidência da SAD. O dirigente passou a concentrar-se na presidência do clube. Nas declarações que deu após a venda, explicou que o projeto precisava de uma nova capacidade financeira para dar o passo seguinte. Lopo defendeu que o Estrela deve passar a olhar para posições mais altas da classificação e admitiu a ambição de chegar às competições europeias.

O negócio, contudo, precisa de ser lido com algum cuidado. Os 40 milhões de euros correspondem à aquisição de 90% do capital da SAD. Não significam que o novo grupo tenha colocado 40 milhões de euros à disposição do treinador para contratar jogadores. O preço de uma participação empresarial inclui a avaliação dos ativos, das receitas futuras, das responsabilidades e do potencial de crescimento da sociedade.

Há ainda outro dado relevante: antes da venda, a SAD enfrentava problemas financeiros. A operação não apaga automaticamente essas responsabilidades. O novo proprietário assume uma sociedade que tem uma história recente de crescimento desportivo, mas também obrigações financeiras que terão de ser geridas.

É precisamente por isso que o Estrela representa uma mudança interessante em relação às primeiras experiências das SADs portuguesas. Em 1997, a principal questão era criar uma estrutura empresarial para permitir aos clubes profissionais funcionar de acordo com uma realidade económica nova. Em 2026, a sociedade pode ser comprada por um consórcio internacional por dezenas de milhões de euros e passar a integrar uma estratégia de investimento com antigos campeões do mundo.

O balanço dos quase 30 anos não é, por isso, uniforme. Há sociedades que entraram em insolvência, como União de Leiria, Beira-Mar e Aves. Há clubes que precisaram de reconstruir o futebol depois da queda das suas primeiras estruturas, como o Farense. Há casos em que a relação entre clube e acionistas acabou em separação, como no Belenenses. E existem projetos que conseguiram utilizar a SAD para aumentar a dimensão competitiva do clube, como o Braga e, de uma forma diferente, o Estoril.

Também não é correto concluir que as insolvências foram provocadas simplesmente pela existência de uma SAD. Algumas sociedades herdaram dívidas e problemas anteriores; outras acumularam custos superiores às receitas; outras foram afetadas por descidas de divisão que reduziram drasticamente o dinheiro disponível. A forma societária pode facilitar o investimento, mas não substitui uma gestão financeira equilibrada.

O modelo trouxe também maior exposição do futebol aos investidores. A entrada de capital privado pode financiar crescimento, mas altera a distribuição do poder dentro das instituições. Quando um acionista passa a controlar a maioria de uma SAD, passa a ter uma influência decisiva sobre o futebol profissional, mesmo que o clube continue a existir como associação.

Essa relação tornou-se ainda mais importante com a chegada de grupos estrangeiros. Rio Ave e Estrela são exemplos recentes de uma tendência que aproxima o futebol português de um mercado internacional de propriedade de clubes. O objetivo dos investidores pode incluir o desenvolvimento de jogadores, a exploração comercial, a valorização da sociedade ou simplesmente a construção de um projeto desportivo competitivo.

Trinta anos depois da criação das SADs, já não é possível avaliar o modelo apenas pelo número de insolvências nem apenas pelos clubes que cresceram. O sistema produziu resultados muito diferentes porque foi utilizado por projetos com dimensões, estratégias e recursos muito diferentes.

A experiência da União de Leiria mostra o risco de uma estrutura financeira que deixa de conseguir suportar a equipa. O Farense mostra que um clube pode reconstruir-se depois de uma crise e regressar ao futebol profissional. O Beira-Mar demonstra que uma insolvência pode prolongar-se durante anos e acabar em decisões judiciais. O Aves deixou um dos episódios mais invulgares da história recente, com o seu único grande troféu a ser vendido num processo de insolvência. O Belenenses revelou os problemas que podem surgir quando clube e acionista deixam de ter a mesma visão sobre o futuro.

Do outro lado estão os projetos que conseguiram crescer. O Braga transformou-se numa presença regular nas competições europeias e aumentou significativamente a dimensão da sua operação. O Estoril encontrou um modelo baseado na competitividade e na valorização de jogadores. Outros clubes procuraram investidores estrangeiros para aumentar a capacidade financeira e integrar novas redes de futebol.

O Estrela junta agora várias destas características. Tem um clube histórico que foi reconstruído depois de uma insolvência, uma subida rápida desde os escalões inferiores, uma SAD com problemas financeiros, uma valorização muito significativa e, finalmente, a entrada de um consórcio internacional.

O resultado da operação só poderá ser avaliado dentro de alguns anos. O valor de 40 milhões de euros é relevante, mas o verdadeiro teste será a capacidade da nova administração para transformar esse investimento em receitas sustentáveis, estabilidade financeira e melhores resultados desportivos.

Essa é, afinal, a questão que permanece desde 1997. A SAD pode mudar a forma como um clube é financiado e administrado, mas não elimina os riscos próprios do futebol. Uma descida pode reduzir receitas, uma época sem transferências importantes pode desequilibrar as contas e um investimento mal calculado pode comprometer vários anos de trabalho.

As sociedades desportivas profissionalizaram o futebol português e abriram espaço a uma dimensão de investimento que dificilmente existiria no modelo exclusivamente associativo. Mas também criaram novas relações de poder e expuseram os clubes a decisões empresariais com consequências que podem ultrapassar o relvado.

O futebol português chega assim a uma nova fase. O debate já não é sobre a necessidade de criar SADs. Elas estão integradas na estrutura do futebol profissional. A discussão é sobre quem as controla, como são financiadas, que responsabilidades assumem e que garantias permanecem do lado dos clubes.

O Estrela da Amadora será um dos casos mais observados dessa nova fase. Em 2020, a sua SAD foi adquirida por cerca de 72 mil euros. Em 2026, 90% da mesma sociedade foram vendidos por 40 milhões. Entre um momento e outro houve uma subida de vários escalões, o regresso à I Liga e uma transformação completa da estrutura empresarial.

É uma valorização extraordinária, mas ainda não é uma conclusão. O sucesso de uma SAD mede-se menos pelo preço a que é comprada do que pela capacidade de continuar a funcionar quando as circunstâncias mudam. Foi essa capacidade que faltou a algumas sociedades portuguesas. Foi ela que permitiu a outras consolidarem-se. E será ela que determinará se a nova fase do Estrela representa apenas um negócio de grande dimensão ou o início de um projeto realmente sustentável.

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