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2026-08-30 14:02 por Helena João
A Austrália decidiu endurecer os critérios para os seus rankings musicais oficiais, agora exige que as músicas sejam "substancialmente humanas". Esta norma, comunicada a 25 de Agosto pela Associação Australiana da Indústria Fonográfica (ARIA), surge em resposta ao aumento das faixas criadas ou produzidas com auxílio da Inteligência Artificial (IA).
As novas diretrizes não impedem por completo o uso de IA na música. Artistas ainda podem usar essas ferramentas em sua criação e masterização, mas as canções precisam atender a certos requisitos para figurar nos charts oficiais.
Entre os critérios, destaca-se a necessidade de envolvimento humano na composição, nas vozes principais e nos instrumentos base. Assim, canções vistas como maioritariamente ou totalmente produzidas por IA serão impedidas de entrar nas plataformas de streaming.
A ARIA afirma que a iniciativa visa "valorizar a essência humana da arte", num momento em que conteúdos musicais gerados por IA ganham mais destaque em plataformas de streaming, no rádio e nas listas das mais ouvidas.
Esta discussão intensificou - se na Austrália após uma versão de "Like a Prayer", da artista Madonna, elaborada pelo DJ australiano Josh Fawaz com suporte de IA, alcançar o topo do ranking de singles da ARIA e a segunda posição na lista geral do país.
Esta ação marca um avanço na discussão global sobre o lugar da Inteligência Artificial na indústria musical e as fronteiras entre o uso da tecnologia como ferramenta criativa e a produção completa de conteúdo por sistemas de IA.
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