Dolly Parton, um nome lendário na música country, deixou-nos aos 80 anos de idade. - Antena Web Notícias


2026-08-26 16:56 por Helena João

A cantora faleceu nesta terça-feira, dia 25, aos 80 anos, após uma breve luta contra o cancro. A artista estadunidense, uma das figuras de maior destaque na música country, morreu no Vanderbilt-Ingram Cancer Center, cercada pelos seus familiares e amigos mais próximos. O anúncio foi feito por Seaver, o seu sobrinho e ex-chefe de segurança, que relatou ter recebido da própria Dolly a instrução para divulgar a notícia no momento oportuno. Segundo a família, a artista "viveu na luz" e partiu rodeada pelos seus entes queridos. "Ela nunca encontrou um obstáculo que não pudesse superar", comentou Seaver, ressaltando o impacto de Parton não apenas na sua família, mas também em incontáveis músicos, compositores e artistas, por diversas gerações.

Nascida em 1946 numa família numerosa e de poucos recursos no Tennessee, Dolly Parton iniciou a sua carreira musical na infância e lançou o seu primeiro álbum, “Hello, I'm Dolly”, em 1967.

Ao longo de seis décadas de trajetória artística, consolidou-se como uma das maiores estrelas da música country e uma das artistas de maior sucesso da história, com vendas superiores a 160 milhões de álbuns em todo o mundo. Parton compôs e interpretou canções icônicas da música popular, incluindo “Jolene”, “9 to 5” e “I Will Always Love You”. Esta última ganhou projeção internacional com a versão de Whitney Houston na banda sonora do filme “O Guarda-Costas”, lançada em 1992. A cantora colocou 25 singles no topo da tabela das músicas country estadunidense e 44 álbuns no topo da tabela de álbuns do mesmo género. Alcançou também notável sucesso na música pop, com “9 to 5” atingindo o primeiro lugar nos Estados Unidos.

O seu álbum de estúdio mais recente, “Rockstar”, lançado em 2023, contou com a participação de diversos artistas, como Miley Cyrus, a sua afilhada. Ao longo da sua carreira, Parton colaborou com nomes como Porter Wagoner, Kenny Rogers, Loretta Lynn, Emmylou Harris e Linda Ronstadt. Nos últimos anos, manteve-se conectada a uma nova geração de artistas como Beyoncé, Post Malone e Sabrina Carpenter.

A saúde da cantora já era motivo de preocupação para os fãs. Em setembro de 2025, Parton anunciou o adiamento de uma série de seis shows em Las Vegas devido a problemas renais. Os espetáculos foram posteriormente cancelados em maio de 2026, em virtude da necessidade de continuidade nos tratamentos. A 21 de agosto, em entrevista à revista People, Parton admitiu estar a enfrentar problemas de saúde que se agravaram enquanto cuidava do seu marido, Carl Dean, falecido em março de 2025.

Entre os seus projetos futuros estavam um museu em homenagem à sua carreira e o desenvolvimento de "avatares" que lhe permitiriam subir ao palco mesmo sem condições físicas.

Além da música, Dolly Parton construiu uma carreira cinematográfica, estreando em 1980 com “9 to 5”. Participou em filmes como “O Melhor Cabaré do Texas” e “Flores de Aço”, obtendo uma indicação ao Globo de Ouro, dois Óscares e um Óscar honorário.

Ao longo da sua trajetória, acumulou um Emmy, 11 Grammys, 10 prêmios da Country Music Association, sete Academy of Country Music Awards e três American Music Awards.

Além da carreira musical e no cinema, Dolly também desenvolveu trabalho filantrópico. Por meio da Imagination Library, programa de incentivo à alfabetização infantil criado em 1995, Dolly Parton esteve envolvida na distribuição gratuita de livros para crianças e superou a marca de 150 milhões de exemplares doados.

A cantora deixa, assim, um legado que transcende em muito a música country: uma carreira de seis décadas marcada por sucessos, parcerias com diferentes gerações de artistas e um impacto filantrópico que alcançou milhões de crianças em todo o mundo.

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Palavras-chave: Dolly Parton, óbito, música country, cantora estadunidense, morte

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