![]() |
Antena Web: ligando o mundo com o mundo |
2026-08-25 21:21 por Vasco Gonçalves
As autoridades portuguesas apreenderam este ano cerca de 28 toneladas de droga, mais três face ao total do ano anterior.
No dia cinco de agosto, o diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) anunciou em conferência de imprensa, a propósito da operação “skydrop”, operação de combate ao tráfico de droga. Os dados de apreensões incluem as quantidades apreendidas por todas as autoridades nacionais.
João Oliveira, diretor da UNCTE explicou que o aumento verificado ao longo deste ano se deve à intensificação do tráfico internacional e uma “maior comercialização de cocaína”, acrescentou também que as autoridades estão mais bem preparadas para lidar com os fenómenos do tráfico internacional de droga.
O diretor daquela unidade da Polícia Judiciária esclareceu que na maior parte dos casos, Portugal não é o destino final da droga apreendida.
O Relatório Mundial sobre Drogas, publicado a 26 de junho pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) demonstrou que Portugal tem vindo a ter uma importância cada vez maior nas rotas de tráfico de droga com a deslocação das rotas de tráfico de cocaína da Europa Ocidental e Central para Portugal, França e Espanha.
O relatório Europeu sobre Drogas 2026, publicado a nove de junho pela Agência da União Europeia sobre Drogas, alerta para “a deteção de mais instalações, por vezes de grande dimensão, destinadas à produção, extração, corte e empacotamento de cocaína nos últimos anos. Indica que estão a ser utilizados métodos inovadores para o tráfico de cocaína para a Europa, onde são processadas grandes quantidades de cloridrato de cocaína, principalmente na Bélgica, nos Países Baixos, em Espanha e em Portugal, a partir de produtos intermediários (pasta de coca e cocaína-base) traficados na América do Sul. As apreensões de acetato de etilo, um solvente utilizado no processamento de cocaína, atingiram 42500 litros em 2024, o que constitui mais um indício de que a extração e o processamento da cocaína continuam a ser realizados em grande escala.”.
No dia 23 de julho, as autoridades portuguesas detetaram uma embarcação de alta velocidade (EVT) ao largo do cabo Espichel, após terem sido alertadas pelo sistema Maritime Analysis and Operations Centre (MAOC-N). A Marinha intersectou a embarcação a 50 milhas náuticas da costa portuguesa, na embarcação seguiam quatro homens que foram detidos. No interior da embarcação foram apreendidas 2,6 toneladas de cocaína avaliadas em 100 milhões de euros.
No dia cinco de agosto a Polícia Judiciária publicou um comunicado em que dava conta da operação “skydrop”, uma operação em conjunto com a Marinha e a Força Aérea que “permitiu desarticular um grupo criminoso dedicado à introdução de grandes quantidades de droga no continente europeu, através do uso de um navio porta-contentores que transportava cerca de cinco toneladas de cocaína.”. O navio foi intercetado a 640 milhas náuticas de Lisboa.
Em janeiro deste ano, a Polícia Judiciária em conjunto com a Marinha e a Força Aérea intercetaram uma embarcação semi-submersivel que continha 300 fardos de droga. A embarcação era tripulada por quatro homens de nacionalidade estrangeira. A embarcação foi intercetada a 230 milhas náuticas do arquipélago dos Açores. De acordo com um comunicado publicado pela Judiciária, esta operação teve ajuda de forças estrangeiras nomeadamente as autoridades dos Estados Unidos da América, DEA (Drug Enforcement Administration) e JIATF-S (Joint Interagency Task Force South), bem como do NCA (National Crime Agency) do Reino Unido, no quadro do MAOC-N (Maritime Analysis and Operations Centre – Narcotics).
Para estar sempre a par do que acontece sobre os temas que mais o cativam ou preocupam, subscreva os nossos alertas ou guarde esta notícia para ler mais tarde na secção "Meu perfil"
Palavras-chave: tráfico de droga, MAOC-N, Polícia Judiciária, Marinha, Força Aérea, JIATF-S, NCA - National Crime Agency, DEA - Drug Enforcement Administration, cocaína, Agência da União Europeia sobre Drogas, UNODC, UNCTE, estupefacientes
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!