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2026-08-23 14:31 por Viviane Oliveira António
Os representantes dos politécnicos e das universidades portuguesas elogiaram as medidas recentes do Governo para o ensino superior, nomeadamente a criação de novas bolsas de incentivo para estudantes carenciados, mas alertaram para a necessidade de melhorar a qualidade do ensino secundário e de reforçar o contingente especial de acesso.
O alerta surge depois de os dados da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2026 revelarem que apenas 3% dos novos colocados são alunos provenientes dos escalões mais baixos de apoio social.
O Governo confirmou, no início de agosto, a criação de uma nova bolsa de incentivo para estudantes economicamente mais vulneráveis, embora tenha adiado a reforma mais ampla do sistema de apoio social. Os representantes do ensino superior consideram que a medida é positiva, mas insuficiente para travar a exclusão dos alunos mais desfavorecidos do acesso ao ensino superior.
O subsistema politécnico registou, este ano, um aumento expressivo de novos estudantes, com 16.679 colocados, mais 20% face ao ano anterior. Apesar do crescimento, os representantes alertam que a qualidade do ensino secundário continua a ser um fator crítico para o acesso e o sucesso no ensino superior.
No total, a 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso colocou 49.991 estudantes, mais 13,9% do que em 2025, o maior número da última década. A taxa de ocupação subiu para 88,9%, mais 9,5 pontos percentuais.
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Palavras-chave: ensino superior, politécnicos, universidades, bolsas, contingente especial, acesso
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