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2026-08-04 20:47 por Flávio Luiz Corrêa
Portugal ficou classificado em quarto lugar entre os melhores países do mundo para emigrar em 2026, de acordo com os resultados do Rumavi Global Relocation Index, divulgados nos últimos dias. O país surge como o segundo melhor destino europeu da lista, atrás apenas da Estónia, que lidera a tabela geral, e à frente de nomes como a Lituânia ou a República Checa.
O Rumavi Global Relocation Index é elaborado pela consultora independente Rumavi e publicado anualmente no final do segundo trimestre do ano. A edição de 2026 avalia 192 países e territórios com base em 24 indicadores, agrupados em quatro grandes categorias: finanças e fiscalidade, qualidade de vida e saúde, segurança e estabilidade, e integração e oportunidades.
Para chegar a estes resultados, a consultora cruzou várias fontes de dados independentes com avaliações de especialistas. No caso do custo de vida geral, por exemplo, foram utilizados dados do Banco Mundial sobre níveis de preços (paridade de poder de compra) em conjunto com o inquérito de custo de vida da Mercer, enquanto a estabilidade política foi medida através do Índice Global de Paz de 2025 e do indicador de eficácia governativa do Banco Mundial, cada um com um peso de 50%.
No topo da tabela geral ficou a Estónia, com uma pontuação de 72,8, seguida por Singapura, com 72,6, e pela Malásia, com 72,0. Portugal surge logo a seguir, na quarta posição, à frente de Taiwan, Lituânia, Hong Kong, São Cristóvão e Neves, República Checa e Malta, que fecham o top 10.
Entre os fatores que mais pesaram a favor de Portugal estiveram a sua oferta bancária e cambial e os direitos de propriedade garantidos a não residentes, além do baixo risco de conflito no país. Ainda assim, o desempenho português não foi uniforme em todas as componentes: o país recebeu apenas 48 pontos na categoria referente ao imposto sobre o rendimento, um dos pontos mais penalizados na avaliação global.
Além da posição geral, o índice também organiza classificações específicas por perfil de quem emigra, uma vez que reconhece que as prioridades variam consoante se trate de uma família, de um reformado, de um trabalhador remoto ou de um empreendedor.
É precisamente nessas categorias que Portugal regista alguns dos seus melhores resultados. O país surge em segundo lugar mundial entre os destinos preferidos por trabalhadores remotos, atrás apenas da Malásia, e em terceiro lugar na categoria dedicada a reformados. São posições que confirmam uma tendência já conhecida: a de Portugal como destino apetecível tanto para quem trabalha à distância como para quem procura um país para passar a reforma.
Uma das particularidades deste índice é não se limitar a uma pontuação geral. Os autores do estudo partem do princípio de que as prioridades de uma família com filhos são diferentes das de um profissional independente ou de um empreendedor, pelo que os dados são ponderados para gerar listas específicas de top 10 consoante o perfil de quem procura emigrar.
Segundo a consultora, o objetivo é ajudar quem pondera mudar de país a escolher o destino em função daquilo que realmente valoriza, e não apenas de uma pontuação global que pode esconder diferenças relevantes consoante o estilo de vida de cada pessoa.
O resultado surge numa altura em que Portugal continua a figurar de forma recorrente neste tipo de rankings internacionais, muito associado a fatores como a segurança, o clima e os regimes fiscais e de vistos direcionados a estrangeiros, que nos últimos anos têm atraído reformados, investidores e profissionais que trabalham remotamente para o país.
Ainda assim, o resultado deste ano confirma que Portugal já não está isolado no topo europeu: a Estónia ultrapassou-o na liderança geral, e outros destinos do centro e leste europeu, como a Lituânia e a República Checa, aparecem também entre os dez primeiros classificados, sinal de que a concorrência por este tipo de emigrantes se tem vindo a alargar dentro do próprio continente.
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Palavras-chave: Portugal, Emigração, reformado, trabalhador remoto, Rumavi Global Relocation Index
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