![]() |
Antena Web: ligando o mundo com o mundo |
2026-07-16 18:07 por João Moura
As meias-finais do Mundial definiram ambas as finais da competição; a final para decidir o vencedor da competição e a final do terceiro lugar, ou seja, a medalha de bronze.

Euronews
A primeira meia-final foi totalmente europeia com a Espanha a medir forças frente à França na passada terça-feira, 14 de julho, em Dallas. Os primeiros minutos foram de equilíbrio, com uma ligeira superioridade na posse de bola espanhola, sem que existissem oportunidades de golo. O nulo no marcador foi desfeito aos 22 minutos graças ao penálti bem convertido de Mikel Oyarzabal após o lateral-esquerdo francês Lucas Digne ter pontapeado o extremo espanhol Lamine Yamal. O resto da primeira parte foi dominado pela roja, com a França a não ser capaz de demonstrar qualquer reação ao golo sofrido.
Na segunda parte, viu-se mais domínio dos espanhóis e o segundo golo parecia inevitável, depois de uma combinação de grande qualidade entre Pedro Porro e Dani Olmo, o lateral-direito espanhol Porro marcou o segundo golo e colocou a Espanha a um passo da final. A seleção ibérica ainda criou ocasiões para aumentar a vantagem, contudo, o resultado fechou com a vitória por 2-0 da Espanha, em que os gauleses apenas criaram oportunidades nos últimos minutos do encontro, numa altura em que o jogo já se encontrava praticamente perdido para os franceses. A vitória de Espanha coloca a seleção na sua primeira final do Mundial desde 2010, ano em que venceu o seu único Mundial até ao momento e atirou a França para a final que ninguém deseja jogar, a final do terceiro lugar.

A outra meia-final decorreu no dia a seguir, 15 de julho, numa partida com um histórico importante tanto na perspetiva desportiva como política. A última vez que ambas as seleções defrontaram-se foi no Mundial de 2002, mas o jogo mais marcante entre a Inglaterra e a Argentina aconteceu em 1986 com a vitória da Argentina por 2-0 com a famosa "mão de Deus", o golo de mão do craque argentino, Diego Maradona.
A importância deste jogo também tem motivos políticos devido à guerra das Malvinas, um território britânico ultramarino em que os argentinos defendem ser o território deles, enquanto que os ingleses afirmam pertencer à Inglaterra. Esta guerra em 1982 culminou em mais de 900 mortes, uma enorme tragédia que alterou para sempre a história entre estes dois países.
O início da partida em Atlanta, foi bastante faltoso e pouco jogado, sem nenhuma oportunidade de golo. A cautela foi suprema na primeira parte, com os primeiros 45 minutos a terminarem com zero remates à baliza. Na segunda parte, o oposto sucedeu com o primeiro golo a agitar o resto do encontro, Anthony Gordon adiantou os três leões no marcador após um belo cruzamento do ala Morgan Rodgers aos 55 minutos. Os albicelestes entraram melhor na segunda parte, mas foi a Inglaterra que desbloqueou o nulo.
A partir desse golo, a Inglaterra fechou-se cada vez mais atrás, a jogar com 5 defesas para segurar a vantagem na eliminatória. Enquanto o selecionador da Inglaterra, Thomas Tuchel, fazia cada vez mais alterações defensivas, o selecionador argentino, Lionel Scaloni, pretendia introduzir mais jogadores de ataque para contrariar o bloco baixo inglês, em que em muitos momentos encontravam-se os 11 jogadores atrás da bola. A estratégia britânica resultou até aos 85 minutos, com a Argentina a empatar graças ao golo de fora da área de Enzo Fernández, numa fase em que os argentinos estavam a criar várias oportunidades com o guarda-redes inglês, Jordan Pickford a brilhar entre os postes. O golo da reviravolta argentina chegou aos 92 minutos, com um dos jogadores que entraram na partida a faturar o golo que carimbou a passagem da Argentina à final. O avançado Lautaro Martínez de cabeça fez o golo e mais uma reviravolta para a formação sul-americana, em que tiveram de fazer o mesmo frente ao Egito nos oitavos de final e curiosamente, no mesmo estádio. Nos minutos finais, os ingleses fizeram 2 substituições ofensivas, entraram Marcus Rashford e Ivan Toney, mas acabou por ser tarde demais e a Argentina marca presença na sua segunda final consecutiva nesta competição. A Inglaterra volta a falhar a final que já lhes escapa desde o ano que venceram o único Mundial na sua história, em 1966.
A Argentina vai defrontar a Espanha na final no domingo, 19 de julho em Nova Iorque/Nova Jérsei, com o início do encontro marcado para as 20h em Portugal Continental. A final pela medalha de bronze será disputada no sábado, 18 de julho, em Miami, às 22h em Portugal Continental.
Para estar sempre a par do que acontece sobre os temas que mais o cativam ou preocupam, subscreva os nossos alertas ou guarde esta notícia para ler mais tarde na secção "Meu perfil"
Palavras-chave: Mundial 2026, meias-finais, final, Espanha, Argentina, Oyarzabal, Pedro Porro, Messi, Lautaro Martínez, Anthony Gordon, Enzo Fernández
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!