Mundial 2026: França confirma estatuto de candidato, Espanha com mais uma vitória arrancada a ferros, Inglaterra e Argentina avançam após 120 minutos - Antena Web Notícias


2026-07-13 18:27 por João Moura

Kylian Mbappé comemora o seu golo que deu a vantagem frente a Marrocos

Euronews

Os quartos de final do Mundial arrancaram na quinta-feira, 9 de julho, com o encontro entre a França e Marrocos disputado em Boston, ganhando os gauleses por 2-0, graças aos golos de Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé.

A vitória categórica da França começou a ser construída aos 60 minutos depois de um remate bem colocado de fora da área do capitão Mbappé e igualou o outro melhor marcador deste Mundial, Lionel Messi, com 8 golos para ambos. O segundo golo apareceu pouco tempo depois, aos 66 minutos, e como novo golo de fora da área, desta vez de Dembélé que carimbou o apuramento dos franceses às meias-finais. A primeira parte terminou com o nulo, mas já com a formação europeia a criar várias oportunidades de golo, em que até chegaram a falhar um penálti. A superioridade francesa foi evidente ao longo de toda a partida, sem que os marroquinos fossem capazes de demonstrar uma reação forte e convincente, sempre com a sensação de que estava fácil para a França. Os franceses avançam para às meias-finais, enquanto que os leões de Atlas ficam pelo caminho.

No dia a seguir, 10 de julho, foi a vez de Espanha e Bélgica defrontarem-se em Los Angeles, com o objetivo de marcar presença nas meias-finais da competição. Os belgas não atingiam as meias-finais desde o Mundial de 2018, já a Espanha desde 2010, a única vez que venceu a competição. Os espanhóis começaram a dominar o jogo desde o início com a posse de bola, mas sem oportunidades flagrantes até à primeira pausa de hidratação, em que depois deste curto intervalo, a Espanha regressou mais forte e chegou ao primeiro golo através de Fabián Ruiz aos 30 minutos, fruto de uma bela jogada pela direita.

Após o golo, a Bélgica reagiu rapidamente e empatou aos 41 minutos graças ao remate de cabeça de Charles De Ketelaere. A eficácia belga fez com que a roja sofresse o seu primeiro golo na competição e voltasse a deixar o jogo em aberto. A segunda parte trouxe um maior equilíbrio, mas com a Espanha por cima e a criar mais oportunidades de golo, até que aos 88 minutos, Mikel Merino que foi o responsável por desiludir os corações portugueses voltou a marcar e a dar a vitória à Espanha perto do fim. O médio basco saiu do banco de suplentes e garantiu o apuramento espanhol às meias-finais depois de mais um jogo emocionante com a vitória a aparecer apenas na parte final. A Espanha vai defrontar a França nas meias-finais nesta terça-feira, 14 de junho, com o início da partida marcada para as 20h de Portugal continental em Dallas.

No sábado, 11 de julho, decorreram os últimos dois jogos desta fase para determinar a outra meia-final. Em primeiro lugar, o centro das atenções viraram para Miami, para o duelo totalmente europeu entre a Inglaterra e a Noruega. Os escandinavos encontravam-se nos quartos de final do Mundial pela primeira vez na sua história e procuravam fazer ainda mais história, enquanto os ingleses tinham como objetivo regressar às meias desta competição após 8 anos. Foram os três leões que começaram melhor, com maior posse de bola mas pouca baliza, até que a pausa de hidratação voltou a fazer a diferença neste Mundial e os noruegueses foram quem aproveitaram melhor para concretizarem o primeiro golo do jogo. O extremo esquerdo do Benfica, Andreas Schjelderup, foi titular pela segunda vez neste torneio e aos 36 minutos, encheu o pé com um remate certeiro para oferecer a vantagem à Noruega. Os britânicos começaram a pressionar em busca do empate, e foi aos 47 minutos da primeira parte que Jude Bellingham faturou após uma grande jogada do médio Elliot Anderson. A Inglaterra ainda foi capaz de dar a volta ao marcador na primeira parte, contudo, o golo foi anulado após um fora de jogo de Harry Kane.

Na segunda parte, notou-se um jogo bastante equilibrado com uma ligeira superioridade da Noruega, principalmente nos primeiros 15 minutos em que conseguiu criar algumas situações de golo, mas sem a eficácia necessária. Depois dos ingleses terem tido um golo anulado na primeira parte, foi a vez dos escandinavos terem um golo anulado por uma falta de Erling Haaland, um lance polémico que deu o que falar. Uma segunda parte sem golos ditou o primeiro prolongamento nesta ronda, em que os ingleses foram superiores e chegaram ao 2-1 no arranque do prolongamento, aos 93 minutos precisamente quando Bellingham voltou a marcar depois de um erro infeliz do guarda-redes da Noruega. Houve um penálti para a Inglaterra que foi revertido após o VAR ter chamado a atenção ao árbitro para uma simulação do lateral inglês, Djed Spence, e o jogo então terminou 2-1 a favor dos ingleses. A Noruega não obteve a capacidade de reagir à desvantagem e foi eliminada do Mundial. A Inglaterra avança às meias-finais com o objetivo de fazer melhor do que na última vez que chegou a esta fase, em que perdeu frente à Croácia.

Lautaro Martinez comemora com os adeptos argentinos o golo que confirmou o apuramento da Argentina às meias-finais

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O fecho dos quartos de final opôs a Argentina e a Suíça em Kansas, num confronto que aconteceu pela terceira vez num Mundial, com a vitória a sorrir para o lado sul-americano em ambas as ocasiões anteriormente. Neste encontro, uma partida competitiva e difícil para a Argentina que teve de voltar a sofrer para conseguir vencer os helvéticos. O nulo foi desbloqueado logo aos 10 minutos através de um pontapé de canto em que Alexis Mac Allister cabeceou para o fundo da baliza, e os argentinos entraram da melhor forma. Este golo trouxe uma reação da Suíça que acabou por ter maior domínio no resto do jogo e com algumas oportunidades criadas. Ao intervalo, estava 1-0 para os albicelestes, mas o golo da formação europeia parecia inevitável e foi aos 67 minutos em que Dan Ndoye empatou com uma finalização bem colocada. O golo de empate não alterou a postura da Argentina, em que continuou a defender em bloco baixo e a oferecer a posse de bola ao adversário, mas tudo mudou a partir dos 72 minutos com a expulsão do avançado Breel Embolo. O jogador suíço recebeu o cartão vermelho do árbitro português, João Pinheiro, depois de ter simulado uma falta. O árbitro inicialmente marcou a falta para a Suíça e atribuiu um cartão amarelo ao médio argentino, Leandro Paredes, mas depois com o auxílio do VAR, alterou a decisão e a Suíça encontrou-se a jogar com menos um em campo.

A expulsão mudou imediatamente o rumo da partida e foi a Argentina que controlava, e foi capaz de criar algumas oportunidades de golo, mas com falta de eficácia. A eliminatória avançou para o prolongamento e os argentinos mantinham a pressão para fazer o golo da vantagem, e foi aos 112 minutos que Julián Alvarez concretizou um dos melhores golos deste Mundial, um pontapé espetacular de fora da área para colocar os argentinos na frente. Os helvéticos tentaram responder mesmo com 10 jogadores em campo, mas foi a Argentina a voltar a dar alegria aos seus adeptos e a selar a vitória com o golo de Lautaro Martínez aos 121 minutos. Uma vitória por 3-1 que garante a Argentina nas meias-finais, e a Suíça eliminada.

A Argentina vai jogar contra a Inglaterra na quarta-feira, 15 de julho, às 20h de Portugal continental em Atlanta. O vencedor deste jogo vai defrontar o vencedor da partida entre a França e a Espanha na final, enquanto o perdedor de ambos os encontros disputam a final do terceiro lugar.

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Palavras-chave: Mundial 2026, quartos de final, meias-finais, prolongamento, Argentina, Inglaterra, Espanha, França, Mikel Merino, Mbappé, Messi, Jude Bellingham

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