![]() |
Antena Web: ligando o mundo com o mundo |
2026-07-02 12:29 por Celso Gamboa
O treinador e selecionador nacional de jiu-jítsu, Pakissi Njinga, foi detido pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) por suspeita de abuso sexual contra uma atleta menor de idade, num caso que tem gerado forte repercussão no desporto angolano e levado as autoridades a adotarem medidas disciplinares e judiciais.
Segundo informações divulgadas pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), a detenção ocorreu no âmbito de um processo de investigação criminal aberto após a denúncia apresentada contra o treinador. As autoridades indicaram que foram cumpridos mandados de detenção, busca e apreensão, visando recolher elementos de prova que permitam esclarecer os factos.
Antes da detenção, o Ministério da Juventude e Desportos anunciou a suspensão preventiva de Pakissi Njinga de todas as atividades desportivas ligadas à modalidade, sublinhando que a medida foi adotada sem prejuízo do princípio da presunção de inocência e com o objetivo de salvaguardar a integridade da investigação.
O Ministério informou igualmente que solicitou a intervenção do SIC e do Ministério Público, determinando ainda uma inspeção à Academia GF Team Angola, onde o treinador exercia funções. A instituição foi encerrada preventivamente enquanto decorrem as averiguações.
Também a Federação Angolana de Jiu-Jítsu e Disciplinas Associadas anunciou a suspensão preventiva do treinador, reafirmando o seu compromisso com a proteção dos atletas e condenando qualquer forma de abuso, assédio ou violência no desporto.
Embora alguns relatos divulgados nas redes sociais indiquem que a alegada vítima tenha 13 anos, as autoridades não confirmaram oficialmente essa informação. Outras fontes da imprensa nacional referem que se trata de uma atleta de 14 anos. Até ao momento, o Ministério da Juventude e Desportos limita-se a confirmar que a vítima é menor de idade.
O caso reacendeu o debate sobre a necessidade de reforçar os mecanismos de proteção de crianças e adolescentes no desporto angolano, sobretudo em modalidades que envolvem contacto físico e uma relação de proximidade entre treinadores e atletas. Especialistas em proteção infantil defendem que clubes, academias e federações devem adotar políticas rigorosas de prevenção, canais seguros para denúncias e formação contínua dos seus profissionais.
Nos termos da legislação angolana, crimes de natureza sexual praticados contra menores são considerados de elevada gravidade e, quando existam indícios suficientes, podem dar origem à responsabilização criminal dos suspeitos. Contudo, cabe às autoridades judiciais conduzir a investigação e aos tribunais determinar eventual responsabilidade, sendo aplicável o princípio da presunção de inocência até decisão transitada em julgado.
As investigações prosseguem sob coordenação do Ministério Público, enquanto o SIC continua a recolher provas e ouvir testemunhas para o esclarecimento dos factos.
Para estar sempre a par do que acontece sobre os temas que mais o cativam ou preocupam, subscreva os nossos alertas ou guarde esta notícia para ler mais tarde na secção "Meu perfil"
Palavras-chave: Angola, jiu-jítsu, abuso sexual, menor, Pakissi Njinga, Serviço de Investigação Criminal, SIC, Ministério da Juventude e Desportos, Federação Angolana de Jiu-Jítsu, direitos da criança
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!