Meo Kalorama reforça a experiência do festival com arte, sustentabilidade e gastronomia - Antena Web Notícias


2026-07-01 17:38 por Last Tour

Nos dias 28, 29 e 30 de agosto, o Meo Kalorama regressa ao Parque da Bela Vista, em Lisboa, para celebrar a sua 5.ª edição, contando com um dos cartazes mais ambiciosos da sua história.

Encabeçado por Robbie Williams, Ms. Lauryn Hill e Deftones, o lineup do festival traz ainda a Lisboa artistas como Turnstile, Grace Jones, Yasin Bey x Talib Kweli – Black Star, Clipse, Interpol, Ravyn Lenae, Freddie Gibbs + The Alchemist, bem como Maro, Criolo, Amaro e Dino, TRAVO, A Sul, entre muitos outros.

A menos de dois meses da abertura de portas, o MEO KALORAMA revela agora as novidades nas áreas da Sustentabilidade e da Arte, dois pilares centrais da identidade do festival, e apresenta, pela primeira vez, um projeto gastronómico que promete transformar a experiência de restauração no recinto.

Arte no Meo Kalorama

Em 2026, os palcos do MEO KALORAMA voltam a ser transformados em verdadeiras obras de arte. Numa parceria com a Cultural Affairs, já consolidada ao longo de várias edições, a ETERNO e a Underdogs, marcas do grupo fundado por Alexandre Farto aka Vhils, assumem novamente a curadoria dos artistas responsáveis pelas intervenções artísticas no Palco MEO e no Palco Sagres.

Cruzando a investigação da ETERNO em torno da interseção entre o físico e o digital com a experiência da Underdogs na arte contemporânea de matriz urbana, esta colaboração reforça a relação entre música, arte, tecnologia e espaço público no festival.

O Palco MEO será trabalhado pelo Diogo Aguiar Studio, um gabinete de arquitetura cujo trabalho incide na exploração material e sensorial de espaços arquitetónicos ou artísticos imersivos, através de composições geométricas, abstratas e elementares, que se apresentam como sistemas formais conscientes da experiência simultânea do vazio de um espaço, procurando recuperar a relevância da configuração do espaço na Arquitetura.

A sua proposta concebe o palco principal do MEO KALORAMA como uma paisagem arquitetónica dinâmica, definida por camadas, transparência e pelas constantes variações da luz. Através da disposição de uma série de superfícies suspensas em malha prateada, posicionadas a diferentes profundidades e alturas, a estrutura ultrapassa a sua função utilitária para se tornar um elemento ativo da experiência do festival.

Diogo Aguiar

Já o Palco Sagres ficará a cargo de Leonor Violeta. Estudante de Fotografia na Escola Artística Soares dos Reis e licenciada em Design de Comunicação pela ESAD Matosinhos, o seu trabalho destaca-se por composições gráficas sintetizadas e coloridas, o que lhe permite adaptar-se a uma ampla variedade de contextos e suportes.

A sua proposta visual para este palco parte da desconstrução do escudo, símbolo matricial e essencial da Sagres, reinterpretando-o enquanto estrutura dinâmica e contemporânea. Desta desconstrução nasce uma linguagem gráfica capaz de estabelecer uma ponte entre a herança da marca e a energia do festival. A composição desenvolve-se através de repetições modulares inspiradas na lógica gráfica do azulejo português, evocando a tradição visual e cultural associada à Alma Portuguesa, aqui traduzida com ritmo, movimento e espontaneidade: características de um ambiente de festival e de celebração coletiva.

Leonor Violeta

Sustentabilidade: Iniciativa “Não é não” e comunicação aumentativa

Este ano, o Meo Kalorama reforça de forma decisiva o seu investimento no pilar social, colocando a inclusão, a acessibilidade e a segurança no centro da experiência do público.

Entre as principais novidades destaca-se a implementação de um modelo de Comunicação Aumentativa em todo o recinto, numa parceria com a Adapt 4 You, pensado para garantir a participação autónoma de pessoas com necessidades complexas de comunicação. Através de pictogramas, sinalética inclusiva, conteúdos adaptados em ecrãs e tabelas de comunicação distribuídas por diferentes áreas do festival — incluindo pontos de informação, primeiros socorros e casas de banho — o festival torna-se mais acessível e intuitivo para todos.

Paralelamente, o festival assume publicamente a campanha “Não é não” como um compromisso claro de tolerância zero ao assédio e à violência. Trabalhada em conjunto com a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, esta política será comunicada de forma contínua e visível em todo o recinto, através de ecrãs e cartazes nas instalações sanitárias e principais zonas de circulação. Serão ainda disponibilizados QR codes com acesso imediato ao protocolo de atuação, contactos úteis e mecanismos de denúncia.

Para garantir uma resposta eficaz, 100% das equipas — incluindo staff, segurança e operadores de bares e stands — receberão formação específica em escuta ativa, acolhimento empático e atuação em situações de assédio. O festival ativa também múltiplos canais de denúncia, presenciais e anónimos, assegurando que qualquer situação pode ser reportada de forma segura e acessível. Sempre que necessário, as ocorrências serão encaminhadas de imediato para espaços dedicados, com garantia de privacidade e consentimento, e com articulação com entidades especializadas e autoridades competentes.

Com estas novas medidas, o MEO KALORAMA reforça o seu compromisso em criar um espaço onde todos se sentem representados, respeitados e seguros, elevando o padrão da inclusão no setor dos festivais.

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Palavras-chave: Meo Kalorama, Parque da Bela Vista, arte, sustentabilidade, gastronomia, música

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