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2026-06-25 13:09 por Celso Gamboa
A Venezuela foi atingida na quarta-feira, 24 de junho, por dois fortes terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorridos com um intervalo de apenas 39 segundos. Os abalos, registados na região norte do país, provocaram destruição significativa em vários estados, incluindo La Guaira, Miranda, Aragua, Carabobo, Falcón e o Distrito Capital, onde se localiza Caracas.
De acordo com os dados mais recentes divulgados pelas autoridades venezuelanas nesta quinta-feira (25), pelo menos 164 pessoas morreram e 971 ficaram feridas. As equipas de resgate continuam mobilizadas nas áreas afetadas, enquanto dezenas de pessoas permanecem desaparecidas sob os escombros de edifícios residenciais e comerciais que colapsaram durante os sismos.
O impacto foi particularmente severo no estado de La Guaira, localizado na costa central do país, onde bairros inteiros sofreram danos estruturais. O governo declarou a região zona de desastre e iniciou operações de emergência para assistência às populações afetadas.
Em Caracas, os tremores provocaram o desabamento parcial de edifícios, interrupções no fornecimento de energia elétrica e falhas nas telecomunicações. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, principal porta de entrada aérea do país, registou danos em algumas infraestruturas, levando à suspensão temporária de determinadas operações. A Venezuela situa-se próxima do limite entre as placas tectónicas das Caraíbas e da América do Sul, uma zona de intensa atividade sísmica. No entanto, a ocorrência de dois terremotos de grande magnitude em tão curto espaço de tempo constitui um fenómeno raro, aumentando significativamente o potencial destrutivo do evento.
Os sismos desta semana são considerados os mais graves a atingir a capital venezuelana desde o terremoto de 1967, que causou centenas de vítimas e destruiu diversas estruturas em Caracas. A dimensão atual dos danos levou as autoridades a mobilizar as Forças Armadas, equipas de proteção civil e organismos internacionais para apoiar as operações de busca, salvamento e assistência humanitária.
As autoridades mantêm o alerta para possíveis réplicas, enquanto milhares de pessoas permanecem desalojadas e dependentes de abrigos temporários instalados pelo Estado. O balanço de vítimas poderá aumentar nas próximas horas à medida que as equipas de emergência consigam aceder a áreas ainda isoladas pelos danos causados à rede rodoviária e às infraestruturas urbanas. A Antena Web sabe, de diversas fontes locais, que o número de vítimas mortais se aproximará das 3 a 4000.
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