![]() |
Antena Web: ligando o mundo com o mundo |
2026-06-23 22:26 por Helena João
Em Madrid, no Tribunal Supremo espanhol condenou, nesta segunda-feira, o ex-ministro dos Transportes, José Luis Ábalos, a uma pena de 24 anos e três meses de prisão, isso devido ao seu envolvimento no chamado "Caso Koldo", um esquema de corrupção que girou em torno da compra de material sanitário durante a pandemia de COVID-19. O seu antigo assessor, Koldo García, recebeu uma sentença de 19 anos e oito meses de prisão. Por decisão unânime dos magistrados. Ficou provado que ambos pertenciam a uma organização criminosa que operava dentro do Ministério dos Transportes entre 2019 e 2022. O tribunal confirmou que o grupo desviou fundos públicos por meio da manipulação de contratos de máscaras e material de proteção, num montante de 13 milhões de euros, recebendo em contrapartida luvas e subornos mensais pagos pelo empresário Víctor de Aldama, quem foi condenado a quatro anos e meio de prisão após ter colaborado com a justiça.
O acórdão representa a moldura penal mais severa alguma vez imposta a um antigo membro do Governo na recente história da democracia espanhola. Ábalos, que já foi o "braço direito" do primeiro-ministro Pedro Sánchez e secretário de organização do PSOE, tinha sido expulso do partido em 2024, logo após a explosão do escândalo. Por causa das limitações legais do código penal espanhol, o tempo máximo de cumprimento efetivo na prisão foi fixado em 16 anos e meio para o ex-ministro e 15 anos para o seu assessor.
Para estar sempre a par do que acontece sobre os temas que mais o cativam ou preocupam, subscreva os nossos alertas ou guarde esta notícia para ler mais tarde na secção "Meu perfil"
Palavras-chave: José Luis Ábalos, Koldo García, Caso Koldo, Tribunal Supremo de Espanha, Corrupção Pandemia, Pedro Sánchez, Política
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!