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2026-06-23 17:52 por Viviane Oliveira António
A 17 de junho alguém comunicou o desaparecimento de uma menina de 8 anos em Valpaços, no distrito de Vila Real. Chamava-se Lara. No dia seguinte, o seu corpo foi encontrado. A madrasta, identificada como Eulália, foi de imediato apontada como suspeita. Foi ela quem indicou o local onde a criança se encontrava. No dia 19 de junho, após o primeiro interrogatório judicial, o tribunal decretou a prisão preventiva. A causa da morte é asfixia mecânica.
A Polícia Judiciária assumiu a investigação desde o início e conduziu as diligências que permitiram localizar o corpo e reunir os elementos que sustentam a detenção da suspeita. O processo corre sob segredo de justiça e a PJ tem divulgado informação de forma cautelosa, como é procedimento habitual em casos de homicídio com investigação em curso e arguido detido.
Lara desapareceu a 17 de junho, o corpo foi encontrado a 18, a madrasta foi detida e ficou em prisão preventiva a 19. O que ainda está em apuramento judicial são os detalhes da dinâmica exata do crime, a motivação completa da suspeita e eventuais circunstâncias anteriores que possam ter relevância para a acusação.
Em tribunal, a madrasta de Lara alegou ter ouvido vozes que a incentivaram a matar a criança de 8 anos por asfixia. Disse não se lembrar do acontecimento, e apesar de ter chorado durante a sessão, a juiza não deu crédito à sua aparente mostra de arrependimento. Arrependimento esse que a magistrada disse não ter percebido em Eulália, quem, depois de matar a menina, foi trabalhar.
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Palavras-chave: Valpaços, homicídio, infanticídio, criança, madrasta, morte, morte por asfixia, Polícia Judiciária, prisão preventiva, asfixia, Vila Real, violência intrafamiliar, investigação criminal
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