África está a “partir-se ao meio” e pode redesenhar o mapa do mundo - Antena Web Notícias


2026-05-16 08:11 por Djaniny Artiaga

No leste do continente estende‑se uma enorme fissura chamada Grande Vale do Rift (Rift Valley), que vai desde o Mar Vermelho, passa pela Etiópia, Quénia e Tanzânia até Moçambique. Nessa zona, o continente africano está a ser empurrado por rochas profundas do manto terrestre, o que está a fazer a crosta afinar e rachar ao longo de centenas de quilómetros.

Os geólogos apontam que, se o processo continuar, a placa africana acabará por se dividir em duas:

Se esse rifting avançar, a água do mar poderá invadir a fenda e formar um novo oceano, algo semelhante ao que já aconteceu com o Oceano Atlântico quando Pangeia se quebrou.

O mapa do mundo vai mudar?

Sim, em termos muito profundos, mas não no sentido político ou histórico que muitos imaginam. A nova fissura pode criar um novo continente ou uma grande ilha no leste da África, com países como Somália, Quénia, Tanzânia, Moçambique e parte da Etiópia ficando num bloco distinto.

Para o resto do mundo, isso alteraria o mapa físico (novas costas, nova bacia oceânica), mas não em décadas ou séculos; a escala é geológica, não histórica.

África está, sim, a ser “partida ao meio” por forças geológicas profundas, o que pode, no futuro remoto, criar um novo oceano e um novo continente, mas isso não significa uma ruptura imediata nem uma mudança súbita no mapa político do mundo, e não acontecerá nem “agora” nem em tempo humano visível; estamos a falar de prováveis milhões de anos.

Subscreva os nossos alertas

Para estar sempre a par do que acontece sobre os temas que mais o cativam ou preocupam, subscreva os nossos alertas

Palavras-chave: África, Grande Vale do Rift, Fenda continental, Placas tectônicas, Placa Núbia, Placa Somali, Movimento divergente de placas, Novo oceano, geologia, Formação geológica, Manto terrestre

O que achou desta notícia?

Talvez se interesse por...

Comentários

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!