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2026-05-15 20:28 por Djaniny Artiaga
Agate de Sousa nasceu em São Tomé e Príncipe, mudou-se para Portugal em 2019 e, em março de 2026, venceu o salto em comprimento nos Mundiais de atletismo em pista curta, em Torun, com 6,92 metros. Essa medalha deu grande destaque a Portugal e foi vista como um feito histórico no atletismo português.
Para muita gente em São Tomé, a conquista mostra que talentos do arquipélago conseguem chegar ao topo mundial. A vitória também reforça a imagem de que atletas são-tomenses têm capacidade para competir ao mais alto nível, mesmo com poucos recursos.
A frustração vem do facto de muitos talentos do país acabarem por representar outras nações, geralmente por falta de condições de treino, apoio e infraestrutura local. O texto cita críticas à quase inexistência de investimento público no desporto e a saída crescente de atletas em busca de melhores oportunidades.
O antigo treinador de Agate, Adnex Costa, disse que ficou feliz por ela, mas lamentou que o ouro não tivesse sido conquistado com a bandeira de São Tomé e Príncipe. Já Simão de Carvalho, da federação são-tomense de atletismo, reconhece as dificuldades do país, mas lembra que a decisão de representar outro país cabe aos atletas.
O caso de Agate é parte de um problema mais amplo: São Tomé e Príncipe forma talentos, mas nem sempre consegue retê-los. Por isso, a vitória é celebrada como prova de talento nacional, mas também como sinal de perda para o desporto do arquipélago. É uma história sobre um grande sucesso individual que, ao mesmo tempo, expõe a falta de investimento desportivo em São Tomé e Príncipe.
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Palavras-chave: São Tomé e Príncipe, Agate Sousa, Atletismo, Investimento desportivo, Desporto
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