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2026-05-05 12:03 por Miguel Ângelo Almeida
No passado dia 3 de maio a Organização Mundial de Saúde (OMS) emite através de um comunicado oficial a morte de três vítimas por hantavírus, entre os passageiros do cruzeiro holandês Hondius. São conhecidos até à data, sete casos de infetados deste vírus, a bordo no navio atracado em águas cabo-verdianas. Adiantado pela OMS, sabe-se que “até ontem, 4 de Maio, foram identificados sete casos (dois casos de hantavírus confirmados em laboratório e cinco casos suspeitos), que incluem três vítimas mortais, um doente em estado grave e três pessoas que relataram sintomas ligeiros”. As autoridades responsáveis de saúde de Cabo-Verde criaram uma área de isolamento, disponibilizando uma equipa para prestar assistência aos passageiros e tripulantes da embarcação. Segundo o Ministério dos Negócios estrangeiros um português está entre os tripulantes, informando que para já, o mesmo não requisitou assistência diplomática. Este é um vírus raro, que pode causar uma doença grave conhecida como síndrome pulmonar por hantavírus, infetando sobretudo os pulmões, podendo evoluir para situações fatais. Segundo a CNN, esta é a doença mais estudada nos Estados Unidos, sendo registado mais de 800 casos desde 1993, tendo como uma taxa de mortalidade um terço dos casos. Geralmente o vírus é transmitido através do contacto com roedores infetados ou através dos seus excrementos. Os principais sintomas iniciais são a febre repentina, dor de cabeça, dores musculares e, por vezes sintomas abdominais, passando mais tarde a tosse e falta de ar, ou por problemas renais.
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Palavras-chave: Hantavírus, OMS - Organização Mundial de Saúde, Cabo-Verde, Cruzeiro Hondius, Saúde Pública, Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde
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