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2026-02-12 12:26 por Ringo Nogueira
Um dique situado na margem direita do rio Mondego, na zona de Casais, em Coimbra, rebentou ao final da tarde de quarta-feira, provocando o colapso de um troço da Autoestrada 1(A1), a principal ligação entre Lisboa e Porto. O aterro sob o pavimento cedeu devido ao caudal elevado do rio, obrigando ao corte total da circulação entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul em ambos os sentidos, numa medida de precaução para proteger automobilistas e populações.
O ministro das Infraestruturas e Habitação declarou que os trabalhos de reparação poderão prolongar‑se por várias semanas, dada a complexidade da intervenção e os danos provocados. Equipas técnicas estão a reforçar a margem do rio e a preparar a recuperação total do pavimento antes da reabertura da estrada.
As autoridades ordenaram evacuações preventivas em várias zonas ribeirinhas devido ao risco de inundações e de novas ruturas de diques. Nos concelhos de Coimbra, Montemor‑o‑Velho e Soure, milhares de pessoas foram retiradas de áreas como Torres do Mondego, Ceira, São Martinho do Bispo, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila.
Com a A1 interrompida, os condutores foram aconselhados a utilizar rotas alternativas, nomeadamente o Itinerário Complementar 2(IC2) ou o corredor A8/A17/A25, de forma a contornar o troço intransitável e reduzir o impacto no tráfego entre Norte e Sul.
O episódio ocorreu num contexto de chuvas intensas e persistentes, que aumentaram o caudal dos rios e colocaram pressão sobre os diques. A Proteção Civil manteve vigilância reforçada sobre Coimbra e a bacia do Mondego, emitindo alertas às populações e reforçando as medidas de segurança.
O Primeiro‑ministro e outras autoridades acompanharam de perto a situação, recordando à população a necessidade de respeitar as orientações das entidades competentes e alertando para a possibilidade de novas ruturas nas zonas mais críticas do rio Mondego.
O incidente evidencia a vulnerabilidade das infraestruturas hídricas e rodoviárias perante fenómenos meteorológicos extremos, destacando a importância da gestão de riscos e da capacidade de resposta das autoridades em situações de emergência.
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Palavras-chave: Coimbra, Montemor‑o‑Velho, Soure, A1, rutura de dique, rio Mondego, cheias, evacuações preventivas, trânsito, Proteção Civil, mau tempo, infraestruturas rodoviárias, segurança pública, obras de reparação, emergência
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