Apuramento de resultados e desempenho eleitoral
António José Seguro foi eleito Presidente da República na segunda volta das eleições presidenciais realizadas a 8 de fevereiro de 2026, alcançando cerca de 66% a 69% dos votos válidos, enquanto o seu adversário, André Ventura, obteve aproximadamente 33% a 30% dos votos, segundo projeções e dados oficiais provisórios. Esta votação coloca Seguro como um dos Presidentes eleitos com maior percentagem de apoio desde o início da democracia em 1976.
A participação eleitoral manteve-se em níveis similares à primeira volta, apesar dos fortes temporais que afetaram diversas regiões do país e levaram ao adiamento local da votação em algumas localidades.
Discurso de vitória de António José Seguro
No seu discurso após a confirmação da vitória, António José Seguro dirigiu‑se aos portugueses com uma mensagem de união e responsabilidade cívica: “Não serei oposição, serei exigência”, reiterando a sua intenção de exercer o cargo com independência e em diálogo com diferentes forças políticas.
Seguro sublinhou ainda que pretende ser “o presidente de todos, todos, todos os portugueses” e prometeu colaborar com o Governo e com o Parlamento para enfrentar os principais desafios do país, incluindo a saúde, o emprego e o bem-estar social.
Antes da segunda volta, já tinha afirmado que “saberei honrar o voto” de todos os que participaram no sufrágio e que a sua candidatura estava aberta a “todos os campos políticos”, destacando respeito por todos os candidatos que não chegaram à segunda volta.
Discurso e posição de André Ventura
André Ventura, líder do partido Chega e candidato derrotado nesta segunda volta, reconheceu os resultados eleitorais, embora tenha procurado sublinhar o significado do desempenho de forças à sua direita. Em declarações à imprensa, Ventura disse que “hoje a direita venceu” em termos de força política e que pretende continuar a liderar o espaço político de direita no futuro.
Ao longo da campanha, Ventura tinha centrado parte do seu discurso em críticas a políticas de imigração e à resposta do Governo aos temporais, pedindo inclusive o adiamento do escrutínio, o que acabou por não ser aceite pelas autoridades eleitorais.
Reações e contexto
A vitória de Seguro foi amplamente referida pelos órgãos de comunicação internacionais como um sinal de continuidade do compromisso dos eleitores portugueses com valores democráticos, em contraste com a agenda mais radical do seu adversário. Líderes europeus felicitaram Seguro e destacaram a importância de reforçar a coesão democrática.
Ao mesmo tempo, analistas políticos observaram que, apesar da derrota, André Ventura e o seu partido Chega registaram um crescimento significativo do seu apoio nas urnas em relação a eleições anteriores, consolidando-se como uma força relevante no espectro político nacional.
O novo Presidente da República deverá tomar posse em março de 2026, sucedendo a Marcelo Rebelo de Sousa, cujo mandato terminou no início do mês.
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