Autoridades colocam Proteção Civil em alerta máximo e reforçam vigilância no território
A depressão Marta deverá atingir Portugal continental a partir da manhã de sábado, trazendo chuva persistente e por vezes intensa, vento forte, neve nas zonas altas e agitação marítima significativa, numa altura em que os solos já se encontram saturados e vários rios registam caudais elevados. O cenário levou a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) a manter o alerta máximo para risco de cheias, segundo informação oficial.
Previsão meteorológica detalhada aponta para chuva forte, vento e neve
De acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a tempestade deverá entrar pelo sul e litoral, avançando depois para norte e interior, com acumulados de precipitação que podem rondar os 60 milímetros em 24 horas, sobretudo a sul do Tejo. São ainda esperadas rajadas de vento até 100 km/h, podendo chegar a 120 km/h nas terras altas, bem como queda de neve acima dos 900 metros, com maiores acumulações na Serra da Estrela.
A agitação marítima também deverá intensificar-se, com ondas que podem atingir sete metros na costa ocidental, o que pode provocar constrangimentos nas zonas costeiras e barras portuárias.
Bacias do Sado, Tejo e Mondego concentram maior preocupação hidrológica
As autoridades alertam que as bacias hidrográficas do Sado, Tejo e Mondego são as mais vulneráveis, uma vez que já registavam níveis elevados de água devido às chuvas recentes e a descargas de barragens, reduzindo a capacidade de escoamento. Qualquer precipitação adicional poderá originar transbordamentos, inundações rápidas e cortes de estradas ribeirinhas.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) identificou dezenas de concelhos com risco elevado de inundações, incluindo áreas ribeirinhas no Médio Tejo, Baixo Mondego e no vale do Sado, onde historicamente se verificam cheias em situações semelhantes.
Proteção Civil recomenda precaução e possíveis evacuações preventivas
O comandante nacional da Proteção Civil apelou à população para evitar deslocações desnecessárias, não atravessar zonas inundadas e manter atenção aos avisos oficiais, admitindo que podem ser necessárias evacuações preventivas em locais mais expostos. Equipas de emergência, bombeiros e autarquias reforçaram meios no terreno para resposta rápida a ocorrências.
Com o território já fragilizado por sucessivos episódios de mau tempo, a passagem da tempestade Marta poderá agravar cheias em curso e aumentar os riscos para pessoas e infraestruturas, especialmente nas margens do Sado, Tejo e Mondego, mantendo o país sob forte vigilância meteorológica e operacional.
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