Dados mais recentes da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES) confirmam 17 casos da chamada “gripe K” em seis municípios do estado.
De acordo com a entidade, os doentes — de diferentes faixas etárias — não apresentaram reações graves ao vírus.
Os casos foram identificados em:
• Florianópolis (11);
• Tubarão (2);
• Braço do Norte (1);
• Palhoça (1);
• São José (1);
• São Ludgero (1).
Segundo a SES, os municípios continuam com a investigação epidemiológica dos casos, tanto no âmbito da vigilância da síndrome gripal como da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
De acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde, além de Santa Catarina, foram confirmados quatro casos de gripe K noutros estados: um no Pará e três em Mato Grosso do Sul. A entidade foi contactada para atualização dos dados, mas não houve resposta até ao fecho da reportagem.
Gripe K
O subclado K é uma variante do vírus influenza A (H3N2) que tem apresentado um aumento de circulação, sobretudo em países do Hemisfério Norte, desde o final do ano passado. Perante este cenário, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) emitiram um alerta para a época de gripes de 2026.
Embora ainda não existam evidências de que a variante cause formas mais graves da doença quando comparada com outras variantes da influenza, as autoridades de saúde destacam que a disseminação tem ocorrido de forma mais acelerada em regiões da Europa, Ásia e América do Norte. O comportamento do vírus levanta preocupações quanto a uma possível antecipação e maior intensidade da época de gripes em 2026.
O Ministério da Saúde salienta que o subclado K não se trata de um vírus novo. Por esse motivo, as vacinas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) continuam a ser eficazes na protecção contra formas graves da doença, incluindo as causadas pela gripe K. Os grupos mais vulneráveis permanecem os mesmos já considerados prioritários na campanha de vacinação.
Para além da vacinação, o SUS disponibiliza gratuitamente antivirais específicos para o tratamento da gripe, indicados sobretudo para os grupos prioritários, como estratégia complementar para reduzir o risco de agravamento dos casos.
Recomendações
Para além da vacinação — especialmente entre idosos, grávidas, crianças pequenas e pessoas com doenças crónicas — as autoridades de saúde reforçam a adopção de medidas individuais de prevenção, tais como:
• higienizar frequentemente as mãos;
• cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar;
• utilizar máscara ao apresentar sintomas respiratórios;
• manter os espaços bem ventilados;
• evitar contacto próximo com outras pessoas quando apresentar sintomas.
Os sintomas associados à gripe K são semelhantes aos da gripe sazonal tradicional, incluindo febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo, mal-estar e fadiga, características típicas da infecção por influenza.
notas finais
Este artigo, da autoria da Agência do Rádio, no Brasil, foi adaptado à escrita de Portugal.
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