Protesto de cerca de 200 adeptos no Benfica Campus
Na manhã de sábado, 24 de janeiro de 2026, cerca de 200 adeptos do Sport Lisboa e Benfica deslocaram-se ao Benfica Campus, no Seixal, e bloquearam o acesso ao centro de estágios em protesto contra os recentes maus resultados da equipa e para exigir um encontro com a direção do clube. O grupo permaneceu durante várias horas à porta das instalações, exibindo cânticos e faixas de insatisfação com o desempenho da equipa na época em curso.
Reforço policial e clima pacífico
A Polícia de Segurança Pública (PSP) foi chamada ao local e mobilizou reforços para garantir a ordem pública, sem que tenham sido registados incidentes de violência ou confrontos ao longo da manhã. O protesto decorreu de forma pacífica, com os adeptos mantendo-se concentrados junto ao portão principal do Seixal.
Acesso ao centro de estágios e encontro com direção e equipa
Inicialmente, a direção do Benfica autorizou a entrada de quatro representantes dos adeptos no centro de treinos para diálogo. Mais tarde, após negociações, o portão foi aberto e todos os presentes puderam entrar nas instalações. Durante cerca de uma hora, os adeptos estiveram reunidos com membros da direção e da equipa técnica.
Presenças no diálogo e informações do clube
Segundo o comunicado oficial do clube, o encontro foi promovido pelo Diretor-Geral Mário Branco, que convidou os adeptos a entrar no Seixal. Também estiveram presentes no diálogo o Diretor Técnico Simão Sabrosa, o treinador José Mourinho e os capitães da equipa — Nicolás Otamendi, António Silva, Fredrik Aursnes e Tomás Araújo — num ambiente que o clube descreveu como de “enorme respeito, cordialidade e espírito construtivo”.
Contexto desportivo e razões do protesto
O protesto ocorre num momento em que o Benfica atravessa uma fase complicada da época, incluindo eliminações nas taças nacionais e dificuldades na Liga dos Campeões, além de um desfasamento no desempenho na I Liga em relação aos principais rivais. Estas circunstâncias agravaram a insatisfação de parte da massa adepta, que exigiu explicações e responsabilidade por parte dos dirigentes e equipa técnica.
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