Operação em curso por todo o país
A Polícia Judiciária (PJ) está a levar a cabo, desde as primeiras horas desta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, uma megaoperação de grande envergadura que se estende de norte a sul de Portugal. A ação foi confirmada por fontes oficiais da corporação e decorre no âmbito de uma investigação aberta pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, focada em crimes de ódio e discriminação.
Mandados, buscas e número de arguidos
Estão a ser cumpridos mais de 50 mandados de busca e dezenas de mandados de detenção contra pelo menos 34 arguidos suspeitos de envolvimento com estruturas organizadas de extrema-direita, segundo apurou a imprensa. As autoridades acreditam que estes suspeitos integravam ou colaboravam com a chamada organização 1143, fortemente investigada por práticas associadas a ódio e violência.
Suspeitas e crimes sob investigação
O inquérito concentra-se em vários crimes graves, incluindo associação criminosa, incitamento ao ódio e à violência e ofensas à integridade física. As acusações referem-se a atos discriminatórios, mensagens de ódio difundidas nas redes sociais e episódios de confrontos e agressões, alguns dos quais envolveram vítimas imigrantes, nomeadamente pessoas provenientes de países islâmicos.
Figura central da investigação
O grupo 1143 tem como figura de referência Mário Machado, que já cumpre pena de prisão por crimes de incitamento ao ódio e à violência e é apontado como líder da organização. A investigação da PJ apurou indícios de que Machado continuaria a exercer influência e a transmitir orientações aos seus seguidores mesmo a partir da prisão. Como parte da operação, a própria cela em que está detido foi alvo de busca pelas autoridades.
Ligações e antecedentes recentes
Alguns dos detidos estão associados a grupos de adeptos de clubes de futebol, como elementos ligados às claques Juventude Leonina e Super Dragões, que terão sido recrutados ou influenciados a participar em ações de violência e incitamento ao ódio. Também existem suspeitas de envolvimento em ataques físicos documentados em locais públicos, como um episódio recente numa estação de serviço em Aveiras.
Continuidade da investigação
A PJ deixou claro que a investigação continua em andamento, com diligências a prosseguir e possíveis novas detenções por realizar. O Ministério Público deverá agora decidir sobre as medidas de coação a aplicar aos arguidos já detidos, que incluem desde prisão preventiva até outras restrições conforme o caso.
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