Em 2025, o governo federal do Brasil doou 11.473 computadores a povos indígenas, comunidades quilombolas, ribeirinhas, populações rurais e residentes em regiões socialmente vulneráveis. Para além da entrega dos equipamentos, foram criados 1.120 novos laboratórios de informática nos territórios abrangidos. Todos os estados brasileiros e o Distrito Federal foram contemplados.
Os dados são do Ministério das Comunicações, no âmbito do programa Computadores para Inclusão.
Nordeste lidera doações e criação de laboratórios
A região Nordeste foi a mais beneficiada, concentrando o maior volume de equipamentos e de espaços de inclusão digital. Ao todo, recebeu 7.162 computadores e contou com a instalação de 727 laboratórios de informática.
Na sequência aparecem:
• Sudeste: 1.626 computadores e 112 laboratórios;
• Sul: 1.120 computadores e 139 laboratórios;
• Norte: 874 computadores e 66 laboratórios;
• Centro-Oeste: 691 computadores e 76 laboratórios.
Segundo o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o programa vai além da simples doação de equipamentos, ao apostar também na formação tecnológica de jovens e adultos. Até ao ano passado, mais de 60 mil pessoas foram capacitadas.
“Estamos a colocar estas pessoas no mercado de trabalho qualificado. Para além da inclusão social, avançamos na construção da soberania digital do país, com mão de obra qualificada. O programa Computadores para Inclusão tem uma missão clara: transformar tecnologia que seria descartada em oportunidade para a juventude e para toda a comunidade. Equipamentos que iriam para o lixo tornam-se ferramentas de aprendizagem, lazer e trabalho”, afirmou o ministro.
Sustentabilidade e reaproveitamento de equipamentos
Para além do impacto social, o programa tem um forte carácter ambiental. Até ao momento, evitou o descarte de mais de 746 toneladas de resíduos electrónicos.
De acordo com o ministro, a Caixa Económica Federal é o principal parceiro da iniciativa e já doou cerca de 100 mil computadores.
“Estes computadores, que teriam impacto ambiental se fossem descartados, regressam aos nossos Centros de Recondicionamento de Computadores. Jovens e idosos — protagonistas deste processo — recondicionam os equipamentos, qualificam-se profissionalmente e devolvem essas máquinas às comunidades”, explicou.
Como funciona o programa Computadores para Inclusão
O Computadores para Inclusão recolhe equipamentos informáticos sem uso provenientes de organismos públicos e encaminha-os para os Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs).
Nestes centros, os alunos dos cursos de capacitação são responsáveis pelo recondicionamento dos equipamentos, como parte da formação técnica e da preparação para o mercado de trabalho.
Os computadores recondicionados são posteriormente doados a escolas públicas, associações, instituições com programas sociais e comunidades urbanas ou remotas.
Desde o início do programa, já foram doados mais de 67 mil computadores recondicionados a cerca de 1.300 municípios, além da criação de mais de 5.300 laboratórios de informática em todo o país.
notas finais
Este artigo, da autoria da Agência do Rádio, no Brasil, foi adaptado à escrita de Portugal.
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