Sérgio Godinho | "Biografias do Amor" sobe a palco em fevereiro no Festival "Às vezes o amor" - Antena Web Notícias


2025-12-19 10:48 por Vachier & Associados

Após mais de cinco décadas de atividade e com mais de três dezenas de registos discográficos, Sérgio Godinho reúne pela primeira vez em palco as suas “canções de amor” em apresentações agendadas em Lisboa e Porto no âmbito do festival “Às vezes o amor”, coincidentemente título de uma canção que se destacou no seu álbum de 2006 “Ligação Directa”. Cronista social do Portugal dos últimos cinquenta anos, a sua obra é frequentemente referenciada como “a banda sonora das nossas vidas”. Sê-lo-á também, consequentemente, dos nossos amores. As chamadas canções de amor são muitas vezes entidades mistas, ao ponto de já não saber por que nome as chamar. Daí que se possam definir também de outras formas: canções de amor são aquelas que nasceram por amor pela vida, pelas lutas da vida, pelas questões que nos pomos vida fora. Seja dito que tenho muitas canções cujo foco é mesmo o amor, como força vital e motivadora – e são essas que, pela primeira vez, reúno e partilho em palco. Até porque há algo de mágico nesse acto de as juntar: elas vão adquirindo novos sentidos, no decorrer das suas vidas, e ao mesmo tempo permanecem intactas. Como uma árvore que ano após ano, firme nas suas raízes, fosse dando novos frutos, que sabem ao mesmo, e nunca sabem realmente ao mesmo. Assim são as canções de amor. Por isso as continuo a cantar. Sumo após sumo. Para esta nova aventura que chega ao palco em Fevereiro de 2026, Sérgio rodeou-se de alguns dos mais talentosos músicos nacionais, também eles percursores de carreiras individuais em que é inegável percepcionar o impacto que a obra do “escritor de canções” provocou: membros da velha guarda que há mais de um par de décadas o acompanham: Nuno Rafael, aqui também no papel de supervisão artística; e Sérgio Nascimento, o “senhor ritmo” de Os Assessores; o sangue novo trazido pelos instrumentistas mas também intérpretes: Margarida Campelo e Inês Sousa, senhoras de múltiplos talentos que se dividem entre projectos colectivos e em nome próprio; e também o saxofonista Tomás Marques, o benjamim do ensemble, que por entre pertencer a diversas formações fixas se estreou recentemente como líder do seu projecto; e ainda, responsável pela direcção musical e arranjos, o contrabaixista de formação mas multi-instrumentista por opção, António Quintino, a quem será atribuída a responsabilidade de encontrar a temperatura certa na releitura de temas que são charneiras no cancioneiro da música popular nacional.

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Palavras-chave: Sérgio Godinho, música portuguesa, Porto, Lisboa

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