Carla Pais vence Prémio LeYa 2025 com romance marcado pela elegância e temas da atualidade europeia - Antena Web Notícias
2025-11-21 11:22 por Rita Saraiva
A escritora portuguesa Carla Pais é a vencedora do Prémio LeYa 2025, com a obra “A sombra das árvores no inverno”.
O anúncio foi feito esta quarta-feira, com o júri a sublinhar a “grande elegância da escrita” que caracteriza o novo romance.
Manuel Alegre, presidente do júri, destacou que a autora “traz, ao curso do enredo e ao trajeto íntimo e social das personagens, situações problemáticas e convulsas de candente atualidade na Europa, sobretudo decorrentes da imigração oriunda de África e Próximo Oriente”.
Carla Pais, nascida em 1979 e residente em Paris, já conta com vários romances publicados. A sua obra mais recente, “Um cão deitado à fossa”, conquistou o Prémio Cidade de Almada 2018 e o Prémio SPA para melhor livro de ficção narrativa 2023.
Em declarações à RTP, a escritora confessou estar “em estado de choque e sem palavras”, explicando ainda como nasceu o romance agora distinguido.
O Prémio LeYa, dotado de 50 mil euros, é o maior prémio literário atribuído a romances inéditos em língua portuguesa. Tem como objetivo incentivar a criação literária original, destinando-se a distinguir obras não submetidas a outros concursos.
A edição deste ano recebeu candidaturas de 15 países, mais sete do que na edição anterior. O Brasil liderou as submissões, com 933 originais, seguido de Portugal, com 416, e Moçambique, com 31. Seguiram-se candidaturas oriundas de Angola, Alemanha, Cabo Verde, França, Bélgica, Espanha e São Tomé e Príncipe, entre outros.
Além de Manuel Alegre, integraram o júri José Carlos Seabra Pereira, Isabel Lucas, Lourenço do Rosário, Ana Paula Tavares e Josélia Aguiar.
Criado em 2008, o prémio distinguiu pela primeira vez “O Rastro do Jaguar”, do brasileiro Murilo Carvalho. Ao longo das suas 18 edições, o galardão ficou três vezes por atribuir – em 2010, 2016 e 2019 – devido à insuficiente qualidade das obras apresentadas, e não foi entregue em 2020 devido à pandemia de covid-19.
Portugal lidera o número de vencedores, com oito autores premiados. O mais recente antes de Carla Pais foi Nuno Duarte, vencedor de 2024 com “Pés de Barro”. O Brasil soma quatro escritores distinguidos e Moçambique um, João Paulo Borges Coelho, vencedor em 2009 com “O Olho de Hertzog”.
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