As defesas aéreas russas afirmaram ter intercetado e destruído 22 drones ucranianos durante a madrugada desta quarta-feira, em ataques registados em sete regiões do país, incluindo perto de Moscovo. Segundo o Ministério da Defesa da Federação Russa, oito dos aparelhos foram abatidos na região de Rostov, próxima da fronteira com a Ucrânia, enquanto outros drones foram destruídos em Stavropol (4), Oriol (3), Briansk (3), Tula (2), Kaluga (1) e Moscovo (1).
O presidente da Câmara de Moscovo, Serguei Sobianin, reconheceu que o drone abatido na região teria como direção a capital.
Um dos ataques provocou ainda um incêndio numa zona industrial de Stavropol, segundo o governador local, Vladimir Vladimirov, que garantiu que não houve vítimas. Em resposta aos ataques, os aeroportos de Vladikavkaz, Grozni e Kaluga encerraram temporariamente o espaço aéreo por razões de segurança.
Na véspera, as Forças Armadas ucranianas tinham confirmado um ataque a uma refinaria de petróleo em Orsk, na região russa de Orenburg.
“Explosões e um incêndio foram observados (…) uma das principais unidades de processamento de petróleo foi atingida”, refere o comunicado militar ucraniano.
Kiev tem intensificado, nos últimos meses, operações contra infraestruturas energéticas russas com o objetivo de dificultar o reabastecimento militar e reduzir a capacidade de exportação de energia, uma das principais fontes de receita de Moscovo.
Avanço russo no leste da Ucrânia
No terreno, as forças russas avançaram no distrito de Zaporizhia, capturando três novas povoações, confirmou o comandante-chefe ucraniano Oleksandr Sirsky.
“A situação deteriorou-se consideravelmente (…) o inimigo, aproveitando a sua superioridade numérica, avançou e capturou três povoações durante intensos combates”, escreveu Sirsky no Facebook, acrescentando que a Rússia sofreu “perdas consideráveis”.
Já o 7.º Corpo Aerotransportado da Ucrânia afirma que o objetivo russo é alcançar a fronteira norte e tentar cercar as forças ucranianas, numa nova ofensiva que também procura cortar linhas de abastecimento.
A Ucrânia anunciou anteriormente a retirada de várias localidades — Novouspenivske, Nove, Okhotniche, Uspenivka e Novomikolaivka — devido à pressão militar russa.
Segundo fontes ucranianas, Moscovo está a aproveitar nevoeiro intenso para impulsionar o avanço em direção a Pokrovsk, cidade estratégica antes habitada por mais de 60 mil pessoas e considerada vital para as comunicações militares.
Estima-se que entre 300 a 500 soldados russos estejam já na região, onde cerca de 7 mil civis ainda permanecem. O objetivo das forças russas será envolver Pokrovsk pelo norte, sul e leste, isolando completamente a frente ucraniana no setor.
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