Parte do telhado da estação ferroviária de Santa Apolónia, em Lisboa, foi arrancada pelo vento forte ao final da manhã desta quarta-feira, atingindo várias viaturas estacionadas nas imediações.
De acordo com as autoridades, não há registo de feridos, apenas danos materiais. A circulação ferroviária não foi afetada, confirmou fonte da Infraestruturas de Portugal (IP).
O presidente da Junta de Freguesia de São Vicente, André Biveti, deslocou-se ao local pouco depois do incidente e relatou à RTP que “sete ou oito viaturas ficaram danificadas”.
“Alertámos a Proteção Civil e os bombeiros já estavam no terreno. O nosso receio é que, com o agravamento das condições meteorológicas durante a noite, a estrutura fique ainda mais danificada”, afirmou.
A IP explicou que a estrutura afetada pertence a um edifício de manutenção junto à chamada linha 13, e não ao edifício principal da estação, sublinhando que não há risco para os passageiros.
O incidente ocorreu por volta das 11h00, quando rajadas de vento intenso arrancaram chapas metálicas do telhado, que caíram sobre os carros estacionados na Rua da Bica do Sapato e na Calçada de Santa Apolónia.
Segundo os Sapadores Bombeiros de Lisboa, a rua foi interditada ao trânsito por precaução, estando oito operacionais e duas viaturas no local.
Contexto meteorológico
O episódio ocorre num momento em que Portugal continental enfrenta o agravamento do estado do tempo, devido à depressão “Cláudia”, que traz chuva forte, vento intenso e agitação marítima.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) já alertou a população para adotar medidas preventivas, face ao risco de inundações e deslizamentos de terras.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou 14 distritos sob aviso laranja, o segundo mais grave, até quinta-feira, devido à precipitação intensa e ventos fortes.
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