Miguel Araújo aplaudido com quatro noites na MEO Arena e Super Bock Arena esgotadas - Antena Web Notícias
2025-11-05 12:10 por Primeira Linha
Quatro concertos consecutivos esgotados, três na Super Bock Arena, no Porto, e a estreia em nome próprio na MEO Arena, em Lisboa, reuniram perto de 30 mil pessoas para celebrar duas décadas de canções.
Ao longo das quatro noites, o músico revisitou as várias fases do seu percurso, num espetáculo meticulosamente preparado, onde emoção, humor e surpresa se cruzaram com a naturalidade de quem vive as canções que escreve. Entre os grandes clássicos e as colaborações mais recentes, Miguel Araújo partilhou o palco com grandes amigos, Rui Veloso, João Só, António Zambujo e Os Quatro e Meia, com quem protagonizou alguns dos momentos mais marcantes do alinhamento, que passou por Fazer Canções, Má Fortuna, Tiques de Rico, Saudade, Quem?, Rancho Fundo, Pica do 7 e Dia da Procissão.
O espetáculo viajou ainda até ao período d’Os Azeitonas, com temas como Anda Comigo Ver os Aviões e Quem És Tu, Miúda, e contou com um dos momentos mais inesperados da noite. Nena e Salsa, convidados surpresa, juntaram-se ao músico para interpretar Desenhos Animados e Miúda, recriando a energia de uma era que marcou o início do seu percurso como compositor.
Entre os instantes mais surpreendentes, destacaram-se as aparições nos camarotes, com António Zambujo a surgir do alto da arena, num jogo cénico que levou a plateia ao delírio, e com Os Quatro e Meia a aparecerem de surpresa para participar em Dancemos um Slow e Balada Astral, criando uma dinâmica inesperada no alinhamento. Outro dos pontos altos aconteceu com os Kapas, a banda formada pelos tios de Miguel Araújo, que subiu ao palco para uma versão comovente de Satisfaction (Rolling Stones), num momento de pura celebração familiar e musical.
Acompanhado por uma banda fora de série, João Martins (saxofone e direção musical), Rui Reis (saxofone barítono), Rui Pedro Silva (trompete), Paulo Perfeito (trombone), Joana Almeirante (voz e guitarra), Pedro Romualdo (guitarra), Pedro Santos (baixo), Bruno Ribeiro (vibrafone), Mário Costa (bateria), Diogo Santos (teclados e voz) e Luís Megre Beça (percussão), Miguel Araújo mostrou porque é um dos mais notáveis compositores, intérpretes e guitarristas da música portuguesa.
Com produção irrepreensível, convidados de luxo e uma entrega total, esta série de concertos foi mais do que uma retrospetiva, foi uma celebração viva de 20 anos de canções que atravessam gerações, e um novo marco na carreira de um artista que continua a escrever o futuro com brilho e generosidade.
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Palavras-chave: Miguel Araújo, música portuguesa, Lisboa, Porto
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