Jamaica declara “zona de catástrofe” após furacão Melissa — governo confirma danos graves em hospitais e milhares de deslocados - Antena Web Notícias


2025-10-30 21:54 por Rita Saraiva

O primeiro-ministro jamaicano, Andrew Holness, declarou esta terça-feira a Jamaica como “zona de catástrofe”, depois da passagem devastadora do furacão Melissa, que deixou um rasto de destruição em todo o país e causou danos graves em pelo menos quatro hospitais.
“Estas são novas medidas legais para proteger vidas”, explicou Holness, ao anunciar a decisão nas redes sociais, seguindo as recomendações dos serviços de emergência e das autoridades locais.
Segundo o governo, cerca de 6.000 pessoas encontram-se atualmente abrigadas, enquanto mais de 50.000 deverão ser deslocadas devido ao impacto da tempestade, classificada como a mais intensa de sempre na Jamaica.
O ministro do Desenvolvimento Comunitário, Desmond McKenzie, descreveu a situação como “um dos piores momentos da história do país”, revelando que “várias famílias estão presas nas suas casas em Black River”, na paróquia de Saint Elizabeth, uma das mais afetadas.
O furacão Melissa, que chegou à ilha como categoria 5 com ventos superiores a 295 km/h, atingiu a costa sul em New Hope, Westmoreland, antes de perder força e ser rebaixado para categoria 4. As regiões mais afetadas incluem Clarendon, Manchester, Saint Elizabeth e Westmoreland, onde muitas estradas permanecem intransitáveis e várias comunidades estão isoladas.
“Toda a Jamaica sofreu os efeitos devastadores do furacão Melissa”, declarou McKenzie. “Mais de 530 mil jamaicanos estão sem eletricidade, e as equipas estão a trabalhar para restabelecer os serviços essenciais.”
O ministro da Saúde, Christopher Tufton, confirmou danos significativos em quatro grandes hospitais — Noel Holmes (Hanover), Black River (Saint Elizabeth), Cornwall Regional (Saint James) e Falmouth (Trelawny). O Hospital Infantil Bustamante, em Kingston, ficou sem energia elétrica, e o Hospital Geral de Savanna-la-Mar sofreu colapso parcial do telhado.
O ministro da Indústria, Aubyn Hill, emitiu uma ordem de emergência comercial para prevenir aumentos abusivos de preços e garantir o abastecimento de bens essenciais, apelando à estabilidade e solidariedade social.
Segundo os últimos números oficiais, pelo menos nove pessoas morreram nas Caraíbas devido ao furacão Melissa — três na Jamaica, três no Haiti, duas no Panamá e uma na República Dominicana.
O governo britânico anunciou uma ajuda financeira de emergência de 2,5 milhões de libras (2,8 milhões de euros) à Jamaica, enquanto os Estados Unidos enviam equipas de resgate e mantimentos essenciais para as áreas mais afetadas.
“Sabemos que muitos de vós estão a sofrer, incertos e ansiosos após o furacão Melissa, mas saibam que não estão sozinhos”, declarou Holness, prometendo apoio total às comunidades atingidas.
Entretanto, o Melissa perdeu força ao atravessar Cuba — onde 735 mil pessoas foram evacuadas — mas mantém-se um furacão perigoso de categoria 2, rumando agora às Bahamas, com previsão de chuvas torrenciais e ventos destrutivos nas próximas horas.
Meteorologistas alertam que o Melissa é a tempestade mais poderosa registada no Atlântico desde 1935, reforçando o alerta global sobre o aquecimento das águas oceânicas e a intensificação dos furacões devido às alterações climáticas.

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