Furacão Melissa devasta Jamaica com ventos de 295 km/h — sete mortos e um terço do país às escuras - Antena Web Notícias
2025-10-28 21:04 por Rita Saraiva
O furacão Melissa, de categoria 5 na escala Saffir-Simpson, já é considerado a tempestade mais intensa do mundo em 2025 e está a devastar a Jamaica com ventos sustentados de até 295 km/h e rajadas superiores a 300 km/h. Antes mesmo de atingir o território com força total, o país já contabiliza sete mortos e apagões generalizados, com um terço da população sem energia elétrica.
O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) alertou que “é provável que ocorram inundações catastróficas e potencialmente fatais, além de numerosos deslizamentos de terra”, à medida que o olho do furacão cruza a ilha.
“Nenhuma infraestrutura resiste a categoria 5”, declarou o primeiro-ministro Andrew Holness, descrevendo a situação como “um pesadelo nacional”.
O governo jamaicano confirmou três mortes em território nacional — resultado de eletrocussões e quedas de árvores durante os preparativos para o impacto — e outras quatro vítimas foram registadas no Haiti e na República Dominicana.
As chuvas torrenciais, que podem ultrapassar 1 metro de acumulação no leste da ilha, e marés de tempestade entre 4 e 6 metros estão a provocar inundações severas em Kingston, Old Harbour Bay e St. Elizabeth, além de deslizamentos de terra que bloquearam estradas.
O colapso do sistema elétrico foi causado por quedas de árvores e deslizamentos sobre as linhas de transmissão, deixando comunidades inteiras sem eletricidade ou comunicações.
“O foco será a velocidade de recuperação após a passagem do ciclone”, afirmou o vice-presidente Desmond McKenzie, acrescentando: “Não joguem com Melissa.”
O governo declarou evacuação obrigatória em zonas costeiras, ativou 900 abrigos e reservou 400 milhões de dólares para ações de emergência e reconstrução. Portos e aeroportos foram encerrados, e hospitais públicos estão em modo de emergência, com cirurgias eletivas suspensas.
O Serviço Meteorológico da Jamaica alertou que “não há lugar algum que escape à fúria deste furacão”, prevendo que Melissa permanecerá sobre a ilha por várias horas, intensificando os danos.
O fenómeno meteorológico avança lentamente pelo Mar das Caraíbas, deslocando-se a menos de 5 km/h, o que aumenta o risco de chuvas prolongadas e destruição generalizada. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) classificou o evento como “potencialmente histórico”, com capacidade para superar os danos do furacão Gilbert de 1988.
“Não podemos lutar contra a natureza, certo?”, disse o pescador Clive Davis, em Kingston. “Mas agora quer ficar, visitar a Jamaica durante três dias, porquê?”
Depois de atravessar a Jamaica, o Melissa deverá avançar em direção ao leste de Cuba e às Bahamas, mantendo-se extremamente perigoso nos próximos dias.
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Palavras-chave: Jamaica; Furacão Melissa; categoria 5; Andrew Holness; Mar do Caribe; Organização Meteorológica Mundial; NHC; ventos 295 km/h; Caribe; Cuba; Bahamas; Desmond McKenzie; catástrofe natural
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