O Governo aprovou esta quarta-feira, em Conselho de Ministros, o decreto de luto nacional de dois dias pela morte de Francisco Pinto Balsemão, a observar até quinta-feira. O Presidente da República já promulgou o decreto.
O velório realiza-se esta quarta-feira, entre as 18h30 e as 22h00, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, enquanto a missa fúnebre está marcada para quinta-feira, às 13h00, no mesmo local.
Balsemão, antigo primeiro-ministro (1981–1983), fundador do PSD, do Expresso e da SIC, morreu na terça-feira, aos 88 anos, “de causas naturais”, informou o grupo Impresa, que liderou.
Tributos à figura de um fundador da democracia
As reações à sua morte multiplicaram-se nas últimas horas, com Marcelo Rebelo de Sousa a destacar-o como “uma das dez grandes figuras da democracia portuguesa”.
“Foi coautor de projetos de revisão constitucional e da lei de imprensa, decisivos para mudar o Portugal entre o final dos anos 60 e o início dos anos 70”, recordou o Presidente da República, sublinhando também o seu papel “na afirmação da liberdade de expressão e na criação de um novo grupo de comunicação social”.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, recordou Balsemão como “um democrata, um fundador da nossa democracia” e confirmou que o Conselho de Ministros aprovou a proposta de luto nacional “em sinal de gratidão e respeito por uma vida ao serviço do país”.
De Bruxelas, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, evocou o “papel essencial de Balsemão na institucionalização da democracia civilista e pluralista” e o seu contributo “para uma economia mais aberta”.
“Dificilmente alguém que parte deixa marcas tão relevantes na nossa vida coletiva”, afirmou.
Outras personalidades também prestaram homenagem. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, classificou-o como “um dos grandes vultos da política e da democracia portuguesa”.
Durão Barroso descreveu-o como “um homem de visão e influência dentro e fora do país”, e Manuela Ferreira Leite, antiga presidente do PSD, sublinhou que “pessoas como Francisco Pinto Balsemão aparecem uma em muitos anos”.
Figura incontornável da democracia, da liberdade de imprensa e da modernização dos media em Portugal, Francisco Pinto Balsemão é recordado como um visionário e pioneiro, cuja herança marcará gerações futuras.
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