Carris demite diretor e reconhece possíveis falhas da MNTC após relatório preliminar sobre tragédia no Elevador da Glória - Antena Web Notícias


2025-10-20 20:35 por Rita Saraiva

A Carris reconheceu esta segunda-feira que a MNTC, empresa responsável pela manutenção do Elevador da Glória desde 2019, “poderá não ter cumprido devidamente o contrato”, após a divulgação do relatório preliminar do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), relativo ao acidente de 3 de setembro, em Lisboa, que causou 16 mortos e duas dezenas de feridos.
Em comunicado, a Carris informa que o “diretor de manutenção do modo elétrico foi, entretanto, demitido”, uma vez que o incumprimento contratual “nunca foi reportado”.
O dirigente, assim como o gestor do contrato, havia reforçado “a máxima confiança no desempenho” da MNTC mesmo após o acidente.
O relatório do GPIAAF indica que “o cabo instalado não estava conforme com a especificação” da Carris e “não estava certificado para utilização em instalações para o transporte de pessoas”, apontando falhas graves na supervisão e manutenção.
Apesar disso, o documento salienta que “não é possível neste momento afirmar se as desconformidades na utilização do cabo são ou não relevantes para o acidente”.
A empresa municipal afirma aguardar o relatório final — previsto para um ano após o acidente — e reitera estar a realizar uma auditoria externa independente e a colaborar com a Comissão de Avaliação para a Reabertura dos Elevadores e Ascensores da Cidade de Lisboa, que inclui o LNEC, o IST e a Ordem dos Engenheiros.
A Carris reforça ainda que a regulação técnica e a supervisão dos elevadores históricos são da responsabilidade do Estado, através do IMT, IP, e não exclusivamente da operadora.

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Palavras-chave: Lisboa, Elevador da Glória, Carris, MNTC, GPIAAF, acidente, manutenção, cabo não certificado, demissão, segurança ferroviária

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