O Ministério da Saúde confirmou 29 casos de intoxicação por metanol ligados ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas.
Até ao momento, foram notificadas cinco mortes — todas no estado de São Paulo — e outros 12 óbitos permanecem sob investigação.
Além disso, há 217 notificações em análise e 249 casos suspeitos já descartados. Os estados com confirmações laboratoriais são São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.
Diretrizes para os estados e municípios
Em resposta ao aumento dos casos, o Ministério da Saúde emitiu uma nota técnica atualizada dirigida a estados e municípios, com orientações específicas para diagnóstico, notificação e tratamento dos pacientes afetados.
Entre os principais pontos definidos estão:
• A confirmação do caso deve considerar três critérios principais: histórico de ingestão de bebida alcoólica, sintomas clínicos compatíveis e resultados laboratoriais confirmatórios;
• Para casos suspeitos, deve ser observado o intervalo entre 6 e 72 horas após a ingestão, com verificação dos sintomas;
• Os estados devem designar laboratórios de referência (preferencialmente os CIATox ou institutos de polícia científica) para análise das amostras;
• Onde não houver estrutura local adequada, as amostras deverão ser encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) e, posteriormente, ao CIATox de Campinas;
• A notificação imediata de todos os casos suspeitos e confirmados ao CIEVS estadual é obrigatória — e estes devem informar o CIEVS nacional;
• O etanol farmacêutico continua a ser o antídoto indicado para o tratamento das vítimas.
Situação considerada atípica
O ministério classificou o cenário como atípico, uma vez que o Brasil costuma registar cerca de 20 casos de intoxicação por metanol por ano.
A investigação das ocorrências segue em curso, com prioridade para a rastreabilidade das bebidas adulteradas e reforço na fiscalização de produção e venda de álcool.
notas finais
Este artigo, da autoria da Agência do Rádio, no Brasil, foi adaptado à escrita de Portugal.
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