Reféns israelitas detidos pelo Hamas vão ser libertados na segunda-feira, anuncia Trump - Antena Web Notícias
2025-10-11 07:41 por Ringo Nogueira
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que os reféns israelitas mantidos pelo Hamas na Faixa de Gaza deverão regressar a Israel na próxima segunda-feira, 13 de outubro.
A informação foi confirmada por fontes da Casa Branca e por autoridades israelitas, que descrevem a operação como complexa, mas cuidadosamente planeada para garantir a segurança dos reféns.
A libertação surge no âmbito de um acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA, com o apoio do Egito, do Catar e da Turquia. O pacto prevê a retirada parcial das forças israelitas de algumas áreas da Faixa de Gaza e a libertação de 250 prisioneiros palestinianos.
No entanto, algumas figuras importantes, como Marwan Barghouti, permanecem detidas. Barghouti, líder histórico da Fatah e condenado por envolvimento em ataques durante a Segunda Intifada — uma série de revoltas palestinianas contra a ocupação israelita iniciadas em 2000 — continua a ser um elemento sensível nas negociações devido ao seu peso político e simbólico.
O acordo inclui também o envio diário de ajuda humanitária para Gaza e a criação de um governo de transição internacional, com supervisão de mediadores como Trump e o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair, para coordenar a reconstrução da região.
Israel iniciou a retirada de algumas áreas, mas o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sublinhou que o desarmamento do Hamas será essencial para a conclusão total da operação. A comunidade internacional acompanha o processo com atenção, dado o histórico de cessar-fogos anteriores que não se mantiveram.
Trump anunciou ainda que se deslocará ao Cairo para apoiar pessoalmente as negociações e que pretende discursar no Knesset, o parlamento israelita, reforçando o seu otimismo de que este acordo possa abrir caminho para uma paz duradoura no Médio Oriente.
A libertação dos reféns representa um marco humanitário significativo, quase dois anos depois do início do conflito em outubro de 2023, que resultou na morte de cerca de 1.200 israelitas e no sequestro de 251 pessoas. A comunidade internacional espera agora que o acordo seja cumprido na íntegra e que seja possível iniciar a reconstrução de Gaza e a normalização das condições de vida na região.
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