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2025-10-03 12:40 por Rita Saraiva
Uma nova flotilha humanitária, composta por onze embarcações e mais de 250 pessoas a bordo, segue em direção à Faixa de Gaza com o objetivo de romper o bloqueio naval imposto por Israel. Entre os passageiros encontram-se médicos, enfermeiros e jornalistas internacionais.
A missão é organizada em conjunto pela Flotilha da Liberdade e pelo coletivo Mil Madalenas para Gaza e constitui a segunda tentativa de desembarque após a interceção, na semana passada, da Flotilha Global Sumud, que resultou na apreensão de mais de 40 barcos e na detenção de mais de quatrocentos voluntários.
A Flotilha da Liberdade enviou três embarcações, entre elas o Conscience, um navio de 68 metros que transporta cerca de 100 médicos, enfermeiros e jornalistas. Partiu de Otranto a 30 de setembro e navega atualmente ao largo de Creta.
"O nosso objetivo é quebrar o cerco ilegal de Israel, dar aos correspondentes internacionais a oportunidade de fazer reportagens diretamente de Gaza e prestar a assistência médica urgentemente necessária aos palestinianos", afirmou a Flotilha da Liberdade no Instagram.
O médico malaio Hafiz Sulaiman, a bordo do Conscience, reforçou: "Espero chegar à costa para ajudar os médicos e o pessoal médico palestiniano."
Também o ativista italiano Vincenzo Fullone publicou: "A Conscience segue em direção a Gaza com uma equipa médica pronta para aliviar aqueles que, nos restos dos hospitais, trabalham há mais de dois anos sem descanso e quase sem instrumentos. Impedir isso não é segurança: é cumplicidade com a agonia. Deixem-na passar."
Juntamente com o Conscience, seguem ainda os veleiros Al-Awda (bandeira italiana) e Ghassan Kanafani (bandeira francesa), igualmente posicionados ao largo de Creta.
Outros oito barcos, integrados na missão Mil Madalenas para Gaza, partiram de Catânia a 25 de setembro, levando cerca de 150 passageiros, entre eles profissionais de saúde e jornalistas.
"Continuamos determinados porque as nossas intenções são as mesmas que as da Global Sumud Flotilla: romper um cerco que Israel leva a cabo há mais de 17 anos", afirmou o médico internista Francesco Prinetti, de Turim, em entrevista à agência Adnkronos.
Israel já havia apreendido o navio Handala da Flotilha da Liberdade em julho, detendo os passageiros – entre eles a ativista sueca Greta Thunberg – que foram depois repatriados. Mais recentemente, a Flotilha Global Sumud foi praticamente neutralizada após a Marinha israelita deter 443 dos seus 500 tripulantes, incluindo quatro portugueses, quando se aproximava de Gaza.
Apesar disso, os organizadores garantem que a nova frota seguirá rumo ao enclave palestiniano. “Seguir para Gaza para romper o bloqueio” é, segundo declarações à EFE, o objetivo inalterável da missão.
Israel já advertiu que não permitirá a chegada das embarcações e insiste que a ajuda deve ser descarregada em portos sob o seu controlo, proposta rejeitada pelos ativistas.
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Palavras-chave: Flotilha da Liberdade, Mil Madalenas para Gaza, Conscience, bloqueio israelita, Faixa de Gaza, ajuda humanitária, médicos, jornalistas, Hafiz Sulaiman, Vincenzo Fullone, Francesco Prinetti, Israel, Telavive.
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