O piloto espanhol da Ducati sagrou-se este domingo, 28 de setembro, campeão mundial de MotoGP de 2025, após terminar em segundo lugar no Grande Prémio do Japão, 17.ª das 22 rondas da temporada.
Com este resultado, o catalão conquista o sétimo título na categoria rainha e iguala o mítico Valentino Rossi, ficando apenas atrás dos oito títulos de Giacomo Agostini.
O MotoGP 2025 prometia ser uma conversa, mas tornou-se um monólogo. Márquez escreveu, realizou e interpretou um verdadeiro show unipessoal, 25 vitórias somadas entre corridas principais e sprints num total de 34 disputadas até agora.
O espanhol transforma o campeonato num “crime perfeito”, cometido em plena luz do dia, perante milhões de telespetadores e 21 rivais impotentes.
No Japão, a vitória sorriu a Francesco Bagnaia (Ducati), com Joan Mir (Honda) a fechar o pódio, enquanto Miguel Oliveira (Yamaha) foi 14.º. Márquez terminou a 4,196 segundos de Bagnaia, mas garantiu os pontos suficientes para somar 541 mais 201 do que o irmão Álex, já matematicamente afastado do título.
Um regresso em lágrimas
O título de 2025 é mais do que uma conquista desportiva: é também uma história de ressurreição. Após o grave acidente em Jerez, em 2020, e quatro cirurgias à mão direita, Márquez esteve perto de abandonar o motociclismo, mas regressou ao topo seis anos depois.
Visivelmente emocionado, declarou logo após a corrida:
«Não consigo falar. Nem quero lembrar-me do que passei, só quero desfrutar do momento. Foi muito difícil, mas agora estou em paz comigo mesmo, tudo isto faz parte de mim. Cometi um grande erro na minha carreira ao regressar demasiado cedo, mas depois não parei de lutar e venci novamente.»
À DAZN, acrescentou:
«Houve muita gente que me ajudou a sair daquela situação, porque, caso contrário, teria sido impossível. As decisões tens de as tomar tu, mas não quero lembrar-me do que passei. Estou em paz, e isso é o mais importante.»
Márquez não esqueceu o irmão Álex, também piloto de MotoGP:
«Já o disse muitas vezes: o Álex foi quem mais me ajudou, tanto direta como indiretamente, só pelo simples facto de continuar no ativo. O destino quis que o círculo se fechasse aqui, no Japão, que a Honda também estivesse no pódio, e que um dia eu possa descansar, quando tudo isto terminar.»
O legado
Aos 32 anos, Márquez mostra a vitalidade de um novato e a experiência de um veterano. O seu sétimo título confirma-o como um dos maiores de sempre, embora continue a dividir opiniões.
Uns veem nele um génio ofensivo e imbatível; outros, um piloto marcado por agressividade e ousadia.
Seja como for, a verdade é que Márquez voltou a ser rei. E o MotoGP, para o bem ou para o mal, continua a ser dominado por um só nome.
Para estar sempre a par do que acontece sobre os temas que mais o cativam ou preocupam, subscreva os nossos alertas