Artista islandesa junta-se a mais de 400 músicos no movimento de retirada de música das plataformas de streaming no território israelita
A artista islandesa Björk é o mais recente nome de peso a aderir ao movimento internacional de boicote cultural "No Music For Genocide", juntando-se a mais de 400 músicos e editoras que estão a retirar a sua música das plataformas de streaming acessíveis em Israel. A iniciativa visa protestar contra as ações militares israelitas em Gaza e o tratamento dado aos palestinianos.
A adesão de Björk foi confirmada, somando-se a uma lista que inclui já nomes proeminentes da música indie, rock e eletrónica, como Massive Attack, Rina Sawayama, Japanese Breakfast, Primal Scream e Fontaines D.C. O movimento, lançado em setembro de 2025, tem como principal forma de protesto a utilização de medidas de geoblocking para restringir o acesso ao seu conteúdo musical em território israelita.
Pressão sobre as grandes editoras
O coletivo por detrás do "No Music For Genocide" apela a todos os artistas e detentores de direitos que se juntem à causa mas o objetivo de longo prazo é pressionar as três grandes editoras, Sony, Universal e Warner, a seguirem o exemplo. A intenção é que estas editoras adotem uma postura semelhante à que tiveram em 2022, quando retiraram os seus catálogos da Rússia após a invasão da Ucrânia.
Numa declaração divulgada pelos organizadores, a campanha afirma: "A cultura não consegue parar as bombas por si só. Mas pode ajudar a rejeitar a repressão política, mudar a opinião pública em direção à justiça e recusar o art-washing e a normalização de qualquer empresa ou nação que cometa crimes contra a humanidade."
A adesão de uma artista com o estatuto global e a influência de Björk representa um reforço significativo para a campanha que pretende usar a ação cultural como forma de solidariedade para com o povo palestiniano e de pressão económica. O movimento insere-se no contexto mais amplo das crescentes ações de boicote cultural, desportivo e artístico em todo o mundo que se opõem à ofensiva militar israelita em Gaza.
A iniciativa "No Music For Genocide" sublinha que esta é apenas uma primeira etapa, encorajando mais artistas a "recuperarem a sua autonomia e direcionarem a sua influência para um ato tangível."
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