BOIL 2025 fecha com 70 mil visitantes e anuncia internacionalização em 2026 - Antena Web Notícias


2025-09-29 09:50 por LiveCom

Após quatro dias em Serralves, no Porto


BOIL 2025 fecha com 70 mil visitantes e anuncia internacionalização em 2026


Festival de ciência, arte e ação climática reforça presença nacional e prepara extensão na COP30, em parceria com o Museu do Amanhã


O BOIL encerrou ontem a sua segunda edição com um balanço muito positivo: entre 25 e 28 de setembro mais de 70.000 visitantes passaram pelo festival,em Serralves.
A disponibilidade e motivação do público para viver experiências que cruzam ciência, arte e tecnologia, e ajudam a pensar e agir sobre a crise climática, contribui fortemente para a consolidação do projeto, que já está de olhos postos no futuro: o regresso em 2026 está assegurado, com novidades no calendário e aposta na internacionalização, a anunciar em breve.
“Voltamos em 2026, mais fortes. O BOIL mostrou que consegue mobilizar diversos públicos e comunidades em torno de soluções concretas. Agora, vamos alargar a pegada nacional e iniciar a internacionalização do festival, para aumentar a perceção sobre as alterações climáticas através da arte e inspirar pequenas ações com grande impacto no quotidiano das pessoas”, refere Domingos Guimarães, diretor da Because Impacts, promotora do festival.

Os destaques da 2ª edição do Boil


A curadoria artística do BOIL afirmou-se, nesta segunda edição, "como um espaço de experimentação e diálogo entre linguagens, reunindo artistas consagrados e novas vozes emergentes num território fértil de criação". Para Patrícia Craveiro Lopes, curadora artística do festival, "o programa destacou-se pela diversidade estética e pela ousadia das propostas apresentadas, cruzando arte sonora, performance, artes visuais e gastronomia numa perspetiva contemporânea e plural, refletindo também sobre os desafios das alterações climáticas e o papel da arte na sua consciência coletiva".

Instalações e grandes formatos


“Memory Fiction”, dos Boldtron, trouxe uma paisagem audiovisual de larga escala com utilização ética da IA e baixo impacto energético; Wasted Rita estreou, em registo site-specific, a obra “How many uncertain outcomes can the sky hold?” (ver imagem no topo); o coletivo Instytut B61 transformou a Sala Panorâmica da Quinta num “Casino Copernicus” retrofuturista; a “Cozinha Viva” (peça vencedora da open call 2025) ergueu um ecossistema de encontro entre humanos e não-humanos, construído com materiais reaproveitados e vegetação amiga de polinizadores; a “Missão Terraluna” do CEiiA simulou uma base lunar em impressão 3D para repensar construção, energia, mobilidade e qualidade de vida no planeta.

Imagem, ilustração e arquivo


“Quente/Frio” reuniu um manifesto gráfico coletivo de ilustradores portugueses, afirmando a ilustração como comentário crítico à crise ambiental, com curadoria de Júlio Dolbeth; “Arquivo Dunar” de Renato Cruz Santos questionou-nos sobre o que preservamos e porquê, através da sua exposição de resíduos encontrados em dunas.

Cinema - Clima on


Um mini ciclo com animação e documentários percorreu temas como a perda de biodiversidade, resistência de comunidades, tráfico de aves e transformação de práticas locais, com destaque para “Territórios de Resistência”, “Broken Wings”, “Ervilha” e “The First”.

Conhecimento prático e participação


Workshops de tatakizome (“Lenços em Flor”), a construção de uma fanzine gigante colaborativa (“Fazzine!”) e a atividade “Tempo de Carvão” transformaram o público em coautor; as demonstrações da Cozinha Viva trouxeram receitas de baixo desperdício (iogurte de Darwish, caldos, figos e fermentações) com ingredientes sazonais e técnicas reaproveitáveis para o dia a dia.

Conversas e masterclass


As Kitchen Dates provocaram debates (Pode um ambientalista comer carne?; O peso ambiental daquilo que (não) comemos; Pode a arte mudar hábitos alimentares?), enquanto a Masterclass “Notícias Falsas, Consequências Reais: a desinformação climática descodificada” reuniu António Ferrari (ONU), Graça Fonseca (embaixadora do BOIL) e Tiago Lagoa (engenheiro e criador do podcast Consultório Ambiental), equipando o público com ferramentas para distinguir facto de ficção.

Experiência imersiva na natureza


O audiowalk “A Intimidade de uma Folha”, de Joana Gama, desenhado para o Treetop Walk, convidou à escuta atenta do ecossistema do parque.

O regresso do Boil em 2026


Em 2026, o BOIL reforça o seu compromisso em unir ciência, arte e ação climática num movimento coletivo. Com um calendário mais robusto e uma presença descentralizada em várias regiões de Portugal, o festival aposta na proximidade com diferentes comunidades. A aposta na dimensão internacional começa ainda este ano com a exposição de uma peça no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, integrada na COP30. A nível nacional, a itinerância de uma peça expositiva pelos Centros Ciência Viva e a programação focada em literacia climática prometem gerar impacto através da arte e estimular pequenas ações de grande efeito multiplicador.
A organização expressa o seu profundo agradecimento à Fundação de Serralves, ao Turismo de Portugal, bem como a todos os parceiros, artistas, cientistas, oradores e público, que tornaram possível esta edição e projetam o futuro do BOIL. É desta rede colaborativa que nasce a força para continuar a expandir o festival, consolidando-o como uma referência no cruzamento entre cultura, ciência e consciência ambiental.

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Palavras-chave: Arte, Cinema, Workshops, Masterclass, BOIL - Climate Festival, Fundação de Serralves, Porto

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