O Governo português anunciou este domingo o reconhecimento formal do Estado da Palestina, juntando-se a um número crescente de países que adotaram a mesma decisão nas últimas semanas. A declaração foi feita pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, a partir de Nova Iorque, onde participa na 80.ª Assembleia Geral das Nações Unidas.
“Acreditamos firmemente que a solução de dois Estados é a única via para uma paz justa e duradoura entre israelitas e palestinianos”, afirmou Rangel, sublinhando que Portugal reconhece igualmente “o direito de Israel à existência e à sua segurança”.
Convergência política em Lisboa
A decisão foi tomada em Conselho de Ministros e contou com ampla concordância na Assembleia da República, bem como com o apoio do Presidente da República. O Governo sublinha que esta medida procura dar um contributo “construtivo e equilibrado” para desbloquear o impasse no processo de paz no Médio Oriente.
Apelo ao cessar-fogo
Na mesma intervenção, Paulo Rangel apelou a um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza e à libertação de todos os reféns, considerando “desproporcional” a resposta militar de Israel.
Reações internacionais
O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, saudou a decisão portuguesa, classificando-a como “um passo corajoso” que aproxima a concretização da solução de dois Estados. Israel, por sua vez, manifestou reservas e alertou que reconhecimentos unilaterais poderão “comprometer negociações futuras”.
Portugal junta-se assim a outros países, como França, Reino Unido, Canadá e Austrália, que anunciaram ou formalizaram o reconhecimento do Estado da Palestina no mesmo período.
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