Chuva trai estafeta portuguesa, mas Portugal fecha Mundiais com duas medalhas de ouro em Tóquio - Antena Web Notícias


2025-09-21 21:59 por Rita Saraiva

A final da estafeta 4x400 metros masculina, que encerrou este domingo os Mundiais de Atletismo Tóquio2025, acabou por ser marcada pelo azar da seleção portuguesa. Um erro na passagem do testemunho, em pista molhada pela chuva intensa, afastou Portugal dos oito primeiros lugares e ditou o 9.º posto final, com 03:09:06 .

Um erro que custou caro


Portugal alinhou com Pedro Afonso, Omar Elkhatib, João Coelho e Ricardo dos Santos, depois da saída de Ericsson Tavares da equipa.
O percurso começou bem, com Pedro Afonso a colocar a equipa no lote dos oito primeiros, e Coelho a recuperar posições até à luta pelo 6.º lugar. No entanto, a confusão na zona de entrega e o testemunho escorregadio ditaram o percalço.
Apesar da queda, João Coelho conseguiu recolher o testemunho e entregá-lo a Ricardo dos Santos, que fechou a prova em 9º.
“Aquele percalço prejudicou-nos. Mas às vezes acontece. Estávamos a fazer uma excelente corrida e acredito que podia sair um recorde. Temos uma equipa jovem que ainda vai dar muitas alegrias a Portugal”, afirmou Coelho no final.

9º lugar no medalheiro


O episódio não ofuscou a melhor participação portuguesa nos últimos anos. Portugal termina os Mundiais com duas medalhas de ouro, conquistadas por Isaac Nader (1.500 metros) e Pedro Pablo Pichardo (triplo salto), fechando em 9.º lugar no medalheiro e em 25.º na classificação por pontos, com 19 pontos – a maior pontuação desde 2019.

Uma seleção “de ouro"


O presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), Domingos Castro, atribuiu nota “9,5 em 10” à seleção, destacando os dois títulos mundiais, os recordes nacionais (incluindo na estafeta 4x400) e a maior comitiva de sempre. “Se não fosse a queda do testemunho, a nota seria 10. Tivemos uma seleção espetacular. São 68 recordes nacionais batidos este ano, feito único em 105 anos de Federação”, afirmou.
Castro agradeceu o apoio das autoridades portuguesas e do governo de Oita, onde a equipa realizou o estágio, mas deixou um apelo ao Executivo nacional: “Temos uma geração de ouro, mas precisamos de criar condições. A Casa das Seleções na Marinha Grande é fundamental. Sem investimento, não conseguimos manter este nível.”

Entre os melhores da história


Os Estados Unidos dominaram o quadro de medalhas (16-5-5), seguidos do Quénia (7-2-2) e do Canadá (3-1-1). Para Portugal, este foi um dos melhores desempenhos de sempre, igualando a presença no top-10 de Atenas1995 e Roma1987, e recuperando da má prestação de Budapeste2023.
Com duas medalhas douradas, vários recordes nacionais e uma estafeta inédita em finais mundiais,Portugal despede-se de Tóquio2025 entre os grandes, com ambição renovada para os próximos desafios.

Subscreva os nossos alertas

Para estar sempre a par do que acontece sobre os temas que mais o cativam ou preocupam, subscreva os nossos alertas

Palavras-chave: desporto, Mundiais de Atletismo 2025, Tóquio2025, atletismo, estafeta 4x400 metros, Pedro Afonso, Omar Elkhatib, João Coelho, Ricardo dos Santos, Ericsson Tavares, Isaac Nader, Pedro Pablo Pichardo, Federação Portuguesa de Atletismo (FPA)

Talvez se interesse por...

Comentários

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!