Pedro Pablo Pichardo voltou a fazer história para o atletismo português. Esta sexta-feira, o triplista conquistou o título mundial em Tóquio2025, com um salto de 17,91 metros, tornando-se o primeiro português com duas medalhas de ouro em Mundiais de Atletismo.
Prova decidida no último salto
A final foi emocionante até ao fim. Depois de liderar com 17,55, o português viu o italiano Andrea Dallavalle assumir o comando com 17,64. Mas, na derradeira tentativa, Pichardo respondeu com 17,91 – a melhor marca mundial do ano –, recuperando o ouro e deixando para trás Dallavalle e o cubano Lázaro Martínez, que fechou o pódio com 17,49.
Este triunfo representa a 25.ª medalha portuguesa em Mundiais de Atletismo e a segunda em Tóquio2025, depois do ouro de Isaac Nader nos 1.500 metros. Com esta conquista, Pichardo iguala Jonathan Edwards, também com duas coroas mundiais, ficando apenas a dois títulos do norte-americano Christian Taylor, tetracampeão da disciplina.
Reações em Portugal
A vitória teve eco imediato em território nacional. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, classificou-a como um “notável triunfo” e destacou a “extraordinária demonstração de dedicação e perseverança desportiva” de Pichardo, sublinhando o orgulho de ver Portugal ter o seu primeiro bicampeão mundial de atletismo.
Também o primeiro-ministro, Luís Montenegro, felicitou o atleta através da rede social X, onde elogiou a “garra” do campeão e frisou tratar-se de “uma conquista histórica que orgulha todos os portugueses”.
Um marco no atletismo luso
A nova medalha de ouro reforça o estatuto de Pichardo como um dos maiores nomes do atletismo português, ele que já tinha sido Campeão Olímpico em Tóquio2021 e vice-campeão olímpico em Paris2024. Além disso, a segunda dobradinha portuguesa nestes Mundiais coloca a edição de Tóquio2025 no restrito lote das mais bem-sucedidas para Portugal, a par de Roma1987, Londres2017, Berlim2009 e Helsínquia2005.
Com este ouro, Pichardo consolida o seu lugar entre os maiores da história do atletismo nacional, ao lado de Rosa Mota, Fernanda Ribeiro e Nelson Évora.
No final, de sorriso aberto e depois do voo que lhe valeu o título, o campeão resumiu a sua superioridade com uma frase que ficará para a memória:
“Who is the best, baby? Who is the best?!”
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