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2025-09-15 18:35 por Déborah Souza Agência do Rádio – Brasil
Procompi beneficiou 2,7 mil micro e pequenas indústrias entre 2023 e 2025 e lança novo ciclo focado em sustentabilidade e digitalização
O Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi) já beneficiou 2,7 mil empresas entre 2023 e 2025 e iniciou a construção de um novo ciclo, mais voltado para a sustentabilidade e a digitalização.
A informação foi avançada por Suzana Peixoto, coordenadora nacional do programa pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Criado há 23 anos, o Procompi resulta de uma parceria entre a CNI e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
A iniciativa disponibiliza soluções personalizadas para apoiar a modernização, a gestão e a inovação de micro e pequenas indústrias (MPEs).
Nos últimos dois anos, foram executados 140 projetos, cada um atendendo, em média, 19 empresas.
“Estamos a atender mais de duas mil empresas, com muitas ações que estão a ajudar a transformá-las rumo à sustentabilidade e à digitalização, com resultados muito importantes, como a redução de custos que aumentam a capacidade de investir e de crescer”, explicou Suzana Peixoto.
O balanço foi feito durante o Encontro Nacional de Gestores do Procompi, realizado em Salvador (BA), nos dias 11 e 12 de setembro, que reuniu gestores e especialistas da indústria de 21 estados.
No segundo dia, foi lançada a base do Procompi 2.0, que terá como diretrizes principais a integração com tendências globais da indústria, nomeadamente a sustentabilidade e a digitalização.
“O novo Procompi estará cada vez mais conectado com as tendências globais. Vamos trazer todas as oportunidades, programas e conexões disponíveis no ecossistema brasileiro para melhor apoiar o empresário de pequeno porte”, acrescentou a coordenadora.
A programação incluiu palestras, painéis, dinâmicas e relatos de experiências de empresários que já passaram pelo programa. Os debates abrangeram temas como ESG (Ambiental, Social e Governança), Indústria 4.0, inteligência artificial, gestão e liderança.
Para Suzana Peixoto, a sobrecarga operacional é um dos maiores entraves à estratégia das pequenas indústrias.
“O empresário ocupa-se muito da operação, mas deveria também estar atento às tendências e estratégias de crescimento. É nesse sentido que o Procompi traz conhecimento e tecnologias adaptadas a cada caso empresarial”, sublinhou.
O investigador do SENAI Cimatec, André Oliveira, destacou que a transição digital é irreversível: “A inteligência artificial vai tornar-se uma commodity. Quem não adotar agora, vai perder espaço”.
Já o superintendente de Política Industrial da CNI, Fabrício Silveira, lembrou que a IA não é exclusiva das grandes corporações: “As pequenas indústrias são justamente as que têm mais potencial de ganho. Hoje, podem aceder a informação, capacitação e até financiamento via Sebrae, Senai e NACs”.
O encontro concluiu que apoiar micro e pequenas indústrias significa construir uma indústria mais competitiva, inovadora e sustentável. O novo ciclo do Procompi priorizará a integração, o acompanhamento constante e o fortalecimento de conexões entre empresas e instituições.
Este artigo, da autoria da Agência do Rádio, no Brasil, foi adaptado à escrita de Portugal.
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Palavras-chave: Brasil, Procompi 2.0, Micro e pequenas indústrias (MPEs), CNI, Sebrae, Encontro Nacional de Gestores, Suzana Peixoto, Fabrício Silveira, André Oliveira
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