No dia de ontem como a
Antena Web noticiou, Espanha primeiro, e República da Irlanda depois, comunicaram a sua intensão de não participar no festival Eurovisão da Canção em 2026, na Áustria, caso Israel se mantenha. A 27 de Agosto a Eslovénia também já o tinha informado, e nesta sexta foi a vez da AVROTROS, televisão neerlandesa, que informou, em comunicado: "A AVROTROS não pode mais justificar a participação de Israel na situação atual, dado o severo e contínuo sofrimento humano em Gaza".
Em 69 edições os Países Baixos só não participaram em 4. E das 65 vezes que participaram, 54 estiveram na final. Embora este número possa ser relevante, importa dizer que, das 21 vezes que o concurso se divide em semifinais (2004), em 22, os Países Baixos só se apuraram para 11 finais.
Venceram o certame por 5 vezes, a última das quais em 2019. Assim, os países desistentes da Eurovisão, à condição da participação israelita, somam já 14 vitórias. A AVROTROS aproximou inclusive muito a sua posição da espanhola, mas foi um pouco mais além, ao afirmar que o governo de Israel utilizou a Eurovisão como instrumento político, no qual teve interferência na edição de 2025. Em Maio Espanha quis avançar com uma investigação ao televoto espanhol que deu 12 pontos a Israel, por suspeitas de fraude, e o Reino Unido comunicou já este mês que para 2026 o televoto deixa de existir, mantendo-se apenas o voto online.
mais 3 países avaliam a sua possível não participação
O cenário começa a tornar-se verdadeiramente complexo, mas pode ficar ainda pior se Islândia, Alemanha e Itália desistirem também. Estes 3 países estão a analisar essa possibilidade, com a Islândia a mostrar, já desde 2024, uma profunda insatisfação com a participação de Israel. A Alemanha e a Itália são descontentamentos mais recentes, mas estão a ganhar forma e magnitude dentro das televisões responsáveis por transmitir o maior evento musical do mundo, e quando dizemos maior, falamos no conjunto de quantidade de países participantes, de continentes abrangidos e de espectadores televisivos, que passaram os 166 milhões em mais de 60 países.
Todos se sentem solidários com a Palestina, mas nem todos a reconhecem
São cerca de 145 as nações que já reconheceram a Palestina como um estado independente. Dos envolvidos nesta questão eurovisiva, há 4 desistentes em solidariedade com, mas só 3 a reconhecem. Espanha, Eslovénia e República da Irlanda, e todos depois de 7 de Outubro de 2023, não seguindo a maior parte dos países que reconheceu a Palestina como um estado inddependente em 1988. Os Países Baixos não tem até ao momento, uma previsão nem uma intensão declarada em reconhecer a Palestina como um estado soberano e independente. Dos outros 3 países, Alemanha, Itália e Islândia, apenas a terra do gelo, Ice land, avançou com um reconhecimento oficial. Porém, ao contrário dos Países Baixos, a Alemanha não reconhece por achar que não é o momento oportuno, e a Itália não reconhece por falta de reciprocidade: só o fará se a Palestina reconhecer Israel como um estado soberano e independente.
voltando às 70 rotações do festival
Recorde-se que até Dezembro os países podem indicar sem multas, se participam ou não no festival em 2026, a realizar em Vienna, Áustria. A partir daí sofrem penalizações financeiras, e possivelmente outras, mas tal não deverá acontecer porque a reunião da EBU, que vai preparar o ano de 2026, acontecerá precisamente em Dezembro, e será nessa altura que se oficializará se Israel participa, ou não.
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