Fernando Madureira, ex-líder da claque Super Dragões, condenado a prisão efetiva na Operação Pretoriano - Antena Web Notícias


2025-07-31 20:15 por Adriana Pequeno

O Tribunal Criminal de São João Novo, no Porto, proferiu hoje, 31 de julho de 2025, o acórdão da Operação Pretoriano, condenando Fernando Madureira, o ex-líder da claque Super Dragões, a uma pena de três anos e nove meses de prisão efetiva. Madureira foi o único dos doze arguidos a receber uma pena de prisão efetiva.
O tribunal deu como provado a existência de um "plano criminoso" e um "clima de intimidação e medo" na Assembleia Geral do FC Porto em novembro de 2023. Segundo a decisão judicial, os arguidos agiram de forma concertada para condicionar a votação de uma revisão estatutária, que era do interesse da direção de Pinto da Costa na altura.
Além da pena de prisão, Fernando Madureira foi ainda proibido de frequentar recintos desportivos por dois anos e meio. A sua mulher, Sandra Madureira foi condenada a dois anos e oito meses de prisão com pena suspensa, ficando igualmente proibida de frequentar recintos desportivos por seis meses.
Entre os restantes arguidos, Hugo Loureiro apanhou quatro anos e um mês de prisão com pena suspensa e 1 ano e meio de interdição, Vítor Catão, também condenado por um crime contra a liberdade de imprensa, recebeu três anos e meio de prisão com pena suspensa e um ano e meio de interdição, Vítor Aleixo recebeu uma pena de três anos e três meses de prisão com pena suspensa e um ano e meio de interdição, já o seu pai, também Vítor Aleixo foi condenado a dois anos e 10 meses de prisão com pena suspensa e um ano e meio de interdição, Carlos Jamaica e José Pereira receberam uma pena igual, dois anos e 10 meses de prisão com pena suspensa e 1 ano e meio de interdição e Hugo Polaco foi condenado a dois anos e nove meses de prisão com pena suspensa. Apenas Fernando Saul e José Dias foram absolvidos de todas as acusações. A juíza, ao proferir a sentença, sublinhou que a ilicitude da conduta de Fernando Madureira foi "elevada" devido à sua influência como líder da claque. A decisão judicial foi recebida com reações mistas. No exterior do tribunal, apoiantes de Madureira concentraram-se para protestar, enquanto a sua advogada, Cristiana Carvalho, manifestou surpresa com a pena efetiva, questionando a sua suspensão, uma vez que alguns arguidos com penas mais elevadas a obtiveram.
O FC Porto, por seu lado, emitiu um comunicado oficial reiterando que "é dever do clube assegurar aos seus sócios as condições para que todos possam ter voz e participar livre e esclarecidamente na sua vida associativa".

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